18 de novembro de 2008

Fevereiro & Março

20/02/08: Matei um esquilo! Sou 1 assassina... kkkkk

22/02/08: Amanheceu nevando. Temperatura: -3C. Resolvi brincar na neve mesmo com a garganta super inflamada. Tentei fazer 1 boneco de neve q virou "projeto de anão de neve". Queria fazer guerra de neve, mas com quem??? Pro povo aqui é comum nevar.

02/03/08: Me aventurei um pouco mais longe, fui visitar a Carol em Westfield NJ, na volta, à noite, acabei me perdendo, mas consegui achar o caminho. Fomos a 1 shopping hiper mega power grande em Elizabeth NJ. Achei meu vestido de noiva numa loja por $120, lindo e simples kkkkk.

04/03/08: Deprimida! O homem com quem tenho falado no MSN é qualquer outra pessoa menos meu namorado.

07/03/08: T não tomou o remédio dele. O pai dele ainda tava em casa qdo ele ligou. Remexemos todos os cantos possíveis à procura do bendito remédio. F (o pai) falou comigo como se eu tivesse a responsabilidade de fazer o cavalão do T não esquecer de tomar o remédio. No fim foi 1 situação chata pq fiquei sem saber se F tinha levado o remédio ou não. Tive q ligar. Ele levou! AWFUL!

09/03/08: Horário de verão aqui tb e eu não sabia.

14/03/08: TPM das brabas. Então imagina...

18/03/08: G não fala mais comigo. Não me diz o que tá acontecendo. Por quê???

21/03/08: Os cabeças de bagre não tiveram aula e chamaram uns amigos. Todos estavam no porão qdo comecei a sentir cheiro de cerveja. Desci pra checar e não precisa ser gênio matemático pra saber que 1+1=2, assim como adolescentes reunidos tentando esconder alguma coisa significa problema. Falei tudo pro pai deles na hora que ele chegou em casa.
A noite tentei falar com G. Não to agüentando esse silêncio nem essa montanha-russa emocional. Palavras dele: "Não quero te incomodar com os meus problemas." É essa a mentalidade de alguém que quer casar???????

13 de novembro de 2008

Primeiras semanas...


28/01/08: Oficialmente primeiro dia de trabalho. C (16 anos) pediu pra dirigir na volta pra casa (eu não sabia ainda que teens de 16 podem dirigir desde que estejam acompanhados por 1 adulto com carteira). Ele trouxe 1 menina e se trancaram no quarto dele, só Deus sabe o que estavam fazendo! T (15 anos) fala e eu quase não entendo nada. Estou me sentindo frustrada!
Pela manhã fui ao banco com o host e parei o carro onde ele pediu que eu o fizesse, chegou 1 policial e deu a maior bronca, eu não entendi nem metade do que ele disse. Nossa, eles são tão educados!

30/01/08: Estava me sentindo numa fossa daquelas, mas melhorei depois de conversar com meus amigos de NM e ouvir os conselhos da Maria.

02/02/08: Comecei a me "viciar" na TV, Gilmore Girls, CSI e Monk. kkkk

06/02/08: Vi um monte de veadinho correndo pelo quintal.

08/02/08: Já estava de saco cheio de tentar acordar o menino de 15 anos todo dia de manhã. esse também foi o dia em que eu e G estávamos fazendo 1000 dias juntos, no dia anterior ele enviou uma mensagem dizendo estar OFF.

Nevou na madrugada do dia 12 para 13/02, tava tudo branco e liso por causa da chuva. Dia que neva não tem aula... Pense!

14/02/08: Porcaria! Acredita que minha calça tá apertando???!!!! (Essa eu tinha que transcrever kkk)

15/02/08: Me perdi numa interestadual. Fui quase na Pensilvânia. Rodovia aqui não tem retorno. Também não achei nenhum posto de gasolina ou policial. Quando parei no acostamento e olhei o mapa pela milésima vez foi que a ficha caiu: se vc pega a estrada na direção sul e quer voltar, pegue uma saída e então siga as placas para direção norte. A "lerda" aqui só pegava pro Sul. kkkkkk

16/02/08: Gastei $25 no Walmart. Essa loja vai ser minha "perdição".

17/02/08: Decidi que vou ficar na Vineyard mesmo. Fui na casa da Naira ver filme e saí de lá com febre e dor no corpo.

19/02/08: Já estava um pouco melhor. Levei a cachorra ao veterinário e ela cagou bem na recepção. Puxa, pense numa cachorra temperamental. Ela dá trabalho pra entrar e sair do carro também.



Rápida explicação

Resolvi escrever sobre minha vida em NJ de uma forma resumida mas completa. Também vou falar um pouco sobre o que aconteceu com meu namoro de quase 3 anos; talvez tem alguém aí que se identifique ou que precisa ler... sei lá... Eu não ia falar sobre vida pessoal no blog, mas uma coisa tem muito a ver com a outra (se é que vocês me entendem). Comentários e conselhos sempre são bem vindos. É bom ter esse feedback com o leitor (mesmo qdo eu não tenho comigo mesma kkk). Obrigada a todos que tiram um tempinho pra ler.
Algumas pessoas serão identificadas apenas pelas iniciais de seus nomes pra preservar a identidade e claro, evitar que eu seja processada no futuro kkkkk (em se tratando de americanos nunca se sabe! Ok, sem generalizar).
BOA LEITURA!

12 de novembro de 2008

Desculpas esfarrapadas [editado]

Última postagem em Julho... 
Puxa vida e já estamos em Novembro... 
Não, não é preguiça. Falta de tempo? Também. Falta de acento? (sim, sim, isso me desestimula). 
Não é por falta de assunto... Até tem bastante assunto... 
Mas como o próprio título diz: desculpas, desculpas e mais desculpas, sempre elas.
Mas eu vou retomar o blog com todo gosto... Preciso! Afinal essa experiência aqui vale a pena ser compartilhada.
Então aguardem...

29 de julho de 2008

Primeiros momentos em New Jersey [editado]

Nosso ônibus nos deixou em Clark - NJ onde nossas respectivas famílias foram nos apanhar. No meu caso foi o meu host. Mais despedidas...
Meu host já foi falando um monte de coisa, muita, muita informação. Falou sobre os caminhos, as lojas, etc... Sinceridade? De toda informação daquele dia, a única coisa que não esqueci foi como chegar na escola dos meninos, e isso porque era relativamente perto.
O primeiro "susto" foi que o host me entregou a chave do carro assim que chegamos em casa e disse que era só pra eu deixar minhas coisas que íamos sair.
Primeira vez dirigindo carro grande e automático, deu o maior nervosismo no começo, mas me saí bem no fim das contas.
À noite, a host chegou, jantamos juntos e no dia seguinte (sábado) ela saiu comigo. Fomos para diferentes lugares que também não aprendi de primeira.
No domingo arrisquei sair sozinha, achei uma igreja e consegui voltar pra casa sem me perder.

Vivi bons 5 meses em NJ (pra mim foram bons apesar dos pesares)... Mas isso é conteúdo pra uma próxima postagem.
Até mais!

22 de julho de 2008

EU TENHO UM SONHO [editado]

Abro um parênteses aqui para copiar um texto que acho muito lindo e nunca tinha tido a oportunidade de ler na íntegra...


EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)

"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes". Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã.
Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.
Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos.
Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta. Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto. Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!" E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro. E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire.
Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.
Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.
Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.
Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia. Mas não é só isso.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia.
Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho espiritual negro:
"Livre afinal, livre afinal.
Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

Fonte: colaboração de Hernani Francisco da Silva, da Missão Quilombos
Martin Luther King - 15/01/1929
Leia um resumo da vida de King

EM TREINAMENTO [editado]

Ao chegar na universidade, a temperatura estava -7 C. A sensação era como estar dentro de um congelador gigantesco (nesse caso o congelador sendo o próprio planeta), até respirar tornou-se doloroso porque a cada inspiração o ar parecia zilhões de facas afiadas.
Quando chegamos já estava perto da hora do jantar. Fui para o quarto que me deram, deixei minhas coisas e fui com as outras meninas para o refeitório.
Já tinha várias meninas dos mais variados lugares do mundo. Minhas companheiras de quarto eram 1 alemã e 1 do Panamá (esqueci como se escreve quem nasce lá).
O treinamento foi realmente intensivo. Só parávamos para as refeições e a noite era uma luta para conseguir um computador do tempo do ronca.
E tomar banho com aquele frio??? Tínhamos que acordar super cedo porque os horários eram bem rígidos.
Passou tão rápido que quando percebi já era o da 24/01, dia do nosso tour em New York City.
Fiquei super contente porque minha host family pagou o passeio pra mim ($30 pra economizar hehehehe), achei muito legal da parte deles, mas mesmo assim estava muito preocupada. Sabe quando tudo parece bom demais pra ser verdade?

CONSELHO: Pra quem quer vir ou está vindo, sempre, SEMPRE é bom manter os pés no chão e cabeça no lugar. Não idealize nada porque a REALIDADE por melhor que seja, não é nenhuma maravilha e muito menos um mar de rosas.

NEW YORK [editado]

OK! Sei que o blog está MUITO desatualizado, mas infelizmente ainda não tenho meu próprio computador e tenho que usar o micro da família, e quem me conhece sabe que não consigo me sentir à vontade usando as coisas dos outros, principalmente eletrônicos e afins. (mas tenho que usar às vezes, né? Fazer o quê?)
Bom, após apresentar minhas desculpas, tenho que continuar descrevendo minha experiência como au pair (já que este é o objtivo do blog afinal).

Vamos ver se minha memória ainda está boa...
Ao desembarcar em NYC no dia 21 de janeiro de 2008 (não lembro a hora, só sei que era uma segunda-feira), fui recepcionada por um golfão de ar gelado. Pensei que era ar-condicionado do aeroporto porque o sol estava brilhando lá fora e até aquele momento eu não sabia que era possível fazer frio com um sol lindão no céu (tanta coisa pra aprender ainda!)
Ao chegarmos na área de desembarque do LaGuardia, encontramos as outras 2 meninas que tinham pego o vôo certo.
Ficamos por lá esperando a pessoa da agência que ia nos apanhar. Esperamos, esperamos, esperamos tanto que deu tempo de mais meninas chegarem, até que chegou o motorista horas mais tarde. Àquela altura meu almoço tinha sido água e 1 pacote de amendoim com passas misturado com um monte de "bugingangas" coloridas.
Quando saimos do aeroporto para o estacionamento estava frio, tão frio que começou a sair fumaça do nariz. Eu comecei a rir comigo mesma porque já tinha visto aquilo acontecer antes há muito tempo quando eu ainda era criança e morava em São Paulo, e claro que sempre via em filmes também. Então olhei ao meu redor e me conscientizei: Eu não estava assistindo 1 filme. EU estava em Nova York.
Foi inesquecível!
Depois que arrastamos nossas malas até o estacionamento, entramos na van e fomos levadas para St John`s University na região de Long Island onde seria nosso treinamento ...

18 de fevereiro de 2008

MIAMI [Editado]

Saímos de SP depois de 1 da manhã. Encontrei as outras meninas da agência na sala de embarque, aí fomos nos apresentando, foi legal reconhecê-las depois de conhecer só pelo Orkut (quer dizer tinha 1 menino tb).
Dessa vez fiquei lá no fundão avião, esse era maior do que os outros que eu já tinha andado até aquele momento, mas tão desconfortável quanto. Foram quase 8 horas direto ... tentando dormir... mas enfim foi possível avistar as luzes de Miami. Estava tudo escuro lá fora mas já era mais de 6h da manhã (hora local)
Haja correria pra pegar uma espécie de "trenzinho-elevador" e literalmente correr para a imigração. Chegando lá, surprise: era fila que não acabava mais e cada uma maior que a outra; tira digital, checa passaporte, formulários, carimba daqui, carimba dali, tira foto... A essas alturas já era quase 7:25h (o horário do vôo que nos levaria pra NY), correria pra pegar mala que tava jogada no chão da sala de desembarque, mais fila daqui, fila dali, um informando uma coisa, outro informando outra, acabei me perdendo das outras meninas no momento de encontrar a fila certa para o check-in...
Quando consegui encontrar uma fila certa já era tarde demais, fui colocada na lista de espera (eu ainda não sabia disso), chegando no portão de embarque mais fila, e tira casaco, tira tênis, tira chapéu, coloca tudo no detector de metal, passa pela revista de uma policial que te olha com cara de nojo (pra variar kkkk) e pega todas as coisas mais na frente e haja paciência pra colocar tudo no lugar novamente.
Os corredores pareciam sem fim até que encontrei o meu novo portão de embarque e SURPRESA: já tinha brasileira lá que também tinha perdido o vôo. E pra surpresa maior ainda foi chegando todo mundo aos poucos e foi então que se percebeu que apenas 2 meninas tinham pego o vôo certo. Depois de 2 horas ouvi chamarem Gomes "Eiline" fui ver e só tinha 2 vagas no vôo seguinte e lá fui eu e mais outra apertadas (de novo) rumo a Nova York.

6 de fevereiro de 2008

Voando pela primeira vez [Editado]

A sensação de "voar" pela primeira vez foi ao mesmo tempo amedrontadora e adrenalizante... Foi como estar dentro de 1 elevador em alta velocidade que ao mesmo tempo era 1 montanha russa e que parecia com aqueles brinquedos de parque de diversão que te colocam de cabeça para baixo (ai que chato não ter cedilha)
Mas sobrevivi! Fiz amizade com uma gurizinha que estava indo para Brasilia e não parava de falar e curtir com minha cara.
Enfim cheguei viva em Brasilia mas o vôo tinha sido cancelado, me tiraram da janela e me colocaram entre 2 poltronas no novo vôo (ai que chato de novo!). Eu não gostei porque acho melhor janela mesmo com medo. O avião acabou fazendo escala em Goiânia e então foi pra São Paulo onde chegou quase 11 da noite, e minha "malona" especialmente comprada pra essa viagem, chegou rasgada..
Mas... foi ótimo rever meus amigos de SP que me acolheram MUITO bem, e ainda deu pra passear um pouquinho no domingo.
O mais interessante foi que SP já foi logo me preparando para o q viria: FRIO...

13 de janeiro de 2008

Uma looonga viagemmm...

São Luís to Brasília
Saturday, January 19, 2008 confirmed
Departure: 14:00 São Luís, MA, Brazil - Aeroporto Cunha Machado
Arrival: 17:30 Brasília, DF, Brazil
Airline: Gol
Duration: 03:30
Brasília to São Paulo
Saturday, January 19, 2008 Confirmed
Departure: 18:30 Brasília, DF, Brazil
Arrival: 20:10 São Paulo, Brazil - Guarulhos International
Airline: Gol
Duration: 01:40

São Paulo to Miami
Flight 1
Monday, January 21, 2008 Confirmed
Departure: 00:50 Sao Paulo, Brazil - Guarulhos International , terminal 2
Arrival: 05:55 Miami, USA - Miami International
Airline: American Airlines AA998
Duration: 8:05
Aircraft: Boeing 767-300/300ER
Miami to New York
Flight 1
Monday, January 21, 2008 confirmed
Departure: 07:55 Miami, USA - Miami International
Arrival:10:45 New York, USA - La Guardia , terminal M
Airline: American Airlines AA1256
Duration: 2:50
Aircraft: Boeing 737-800

10 de janeiro de 2008

MAIS PERTO

Pois é, agora posso falar essa frase aí do título... Mas será que estou preparada para tudo que isso implica? I hope so...
Como não atualizava o blog desde o ano passado (nossaaa!!!!) agora tá na hora de atualizar e começar a contagem regressiva.

Depois de fechar com essa família de New Jersey continuo falando com a hostmom por email. Mas faltava o principal, né? O bendito VISTO...
Pra chegar lá tive q ultrapassar algumas barreiras, a 1ª foi a passagem, êta início de ano complicado, não consegui achar uma única promoção em passagens aéreas, pior, as passagens subiram vertiginosamente, eu pagaria quase 900 reais pra ir e vir de avião pra Recife, então lembrei do bom e velho busão, mas achei q tb seria um absurdo de caro. Que nada! Paguei 365 reais pra ir e vir, obviamente q foi uma viagem bem mais longa e cansativa, mas deu pra economizar um pouco, até porque cheguei àquela fase q já tô usando cartão de mãe, irmão, tia, etc... Qdo vou pagar??? Só Deus sabe!

Cheguei à Recife com 1 dia de antecedência e graças a Deus q Ele colocou AMIGOS maravilhosos em meu caminho q me receberam MUITO bem, quase teve briga pra me hospedarem (kkkkkkk), mas apesar do tempo curto deu pra curtir um pouco da cidade e pretendo voltar lá o mais breve possível. Mas chegou então o temível dia...

O DIA V
Cheguei ao consulado por volta de 12h e já tinha 2 garotas conversando. Minha entrevista tava marcada pra 13:30h, logo emendei numa conversa com a Erica lá de PE q tb tá indo ser au pair pela CC (em VA). A pobrezinha tava lá desde 10 da manhã e eu achando q tinha chegado cedo, Aí o tempo foi passando, o povo foi chegando..., até q começamos a entrar às 13;20h. Toda aquela burocracia de detector de metal, foto, bolsa, celular, etc. Passado o 2° detector logo fomos atendidos pela mocinha q checou nosso passaporte e formulários e lá fomos nós para frente da salinha envidraçada.
O ar condicionado tava terrível e eu com o frio do nervoso e o frio do ar, tava até tremendo!
Essa parte demorou mais e eu fiquei treinando com Erica as possíveis perguntas... e o segurança colocando medo na gente...aff aff. Até q a senha dela foi chamada às 14:10h+-. O dela foi concedido e ela saiu quase pulando. kkkk
Aí começou minha odisséia, a moça loira falou um boa tarde com sotaque carregadíssimo e já disparou em inglês... Ela teve q repetir 3 vezes mão esquerda pra eu entender q ela tava querendo colher as digitais, comecei a tremer mais ainda pela gafe cometida logo de cara. Depois das digitais começaram as perguntas:
Aline, o qve vai fazer nos EUA?
Para onde vc vai?
O q vc sabe sobre Morristown? (Eta nem ensaiei essa!)
Qtas kids?
Já q são teens pq precisam de au pair? (Eta, eu sabia q ela ia perguntar isso!)
Vc já tem sua habilitação?
Pausa... digitando...
O q seu pai faz?
E sua mãe?
O q vc faz no CCAA?
Vc ensina o quê lá?
Qto vc ganha? (Essa tb foi surprise)
Vc estuda?
Formada em q?
Onde vc estudou?
pausa... digitando...
O q vc pretende fazer qdo voltar?
Ok... pausa... digitando... longa pausa (Ai foi negado!) ... digitando... assinando...
Nesse momento ela disse alguma coisa q eu não entendi (mas acho q era em português) concedido. Aguarde um momento por favor. (Ué ela disse concedido ou não concedido???)
Voltou e disse: Qdo tiver um tempo leia atentamente esse livrinho não precisa ser agora, mas leia qdo tiver tempo, seu visto foi concedido, pode ir ao guichê , pagar a taxa e depois o sedex.
Acho q teve mais pergunta mas não lembro direito kkkkkk

Erica disse q eu saí de lá com uma cara de negado kkkkkkk sei lá mas achei meio bronca essa entrevista, td mundo dizia q era pouca pergunta kkkk, but anyway...
Paguei a taxa pra uma senhora simpática q me desejou boa viagem e fui preencher o sedex.
As 2 outras pessoas atrás de mim tb foram aprovadas.
Liguei pra minha mãe e ela não tava, liguei pra meu noivo e pedi q ele a avisasse pq meu cartão tava indo pras cucuias.

Mais tarde minha mãe me ligou chorando. Daí a ficha começou a cair. Caramba! lembrei de meu pai e o q ele me diria naquele momento: "Não te falei q tu ia conseguir, menina véia? Agora vai começar o chororô!" E eu chorei, chorei e chorei
Chorei pq vou ficar longe da minha mãe, do homem q amo, dos meu irmãos malas q eu tb amo demais, da minha família, dos meus amigos, da minha terra tão quentinha, enfim, chorei pq não tenho mais meu pai e isso dói muito!
... ... ...
Agora venham as malas pra arrumar kkkkk