2 de março de 2010

Lolita

Clássico da Literatura Universal - Desafio Literário 2010 (Março)

Título: Lolita
Autor: Vladimir Nabokov
Editora: ebook digital
Páginas: 663


Lolita é o título de um romance em língua inglesa, de autoria do escritor russo Vladimir Nabovok, publicado pela primeira vez em 1955.
O romance é narrado em primeira pessoa pelo protagonista, o professor de poesia francesa Humbert Humbert, que se apaixona por Dolores Haze, sua enteada de doze anos e a quem apelida de Lolita. O professor, que já conta com uma certa idade, desde o início se define como um pervertido e aponta como causa um romance traumático em sua juventude.
Mas em função do início chocante, sem dúvida o livro ficou famoso como um dos romances mais polêmicos já publicados, tanto que antes de chegar ao público, foi rejeitado por diversas editoras.
A obra conta com diversas qualidades literárias e uma estrutura curiosa, que pode ser interpretada como uma mistura de diversos estilos cinematográficos: do início psico-erótico típico de um filme europeu, a história passa para um drama de periferia quando o professor vai morar em New Hampshire. Depois a ação lembra um road movie, com uma longa viagem de carro; passa para um romance de mistério, com o enigma de um perseguidor oculto; e no final se torna um drama policial, ao estilo de um filme noir. (fonte Wikipédia)

Escolhi esse livro por curiosidade mesmo. O estilo em diário permite ao leitor ter uma noção da paixão desatinada e avassaladora que Humbert sente por Lolita. No início achei que estava diante da confissão de um pedófilo (que de certa forma é), mas ele explica que sua atração por meninas não o leva à ação, isso até ele conhecer Lolita.
Em alguns pontos o livro se torna entediante e exaustivo devido às muitas descrições. Em determinado momento quando ele descreve Lolita, você se vê diante de uma pré-adolescente porquinha que não gosta de tomar banho, e Humbert acha isso atraente (!!!).
Lolita é a típica garota americana mimada, controladora e devassa.
O final não chega a ser surpreendente porque o autor vai revelando detalhes cruciais desde o começo. 
O ponto alto pra mim foi tentar descobrir quem é o perseguidor que só é revelado quase no fim, mesmo assim de forma confusa, pois tive que reler algumas partes anteriores pra entender de quem se tratava.
Eu o aprovo com restrições, e não tenho certeza se leria novamente.
Quem tiver curiosidade, há o filme Lolita (1997), que (só pra variar) tem muitas diferenças em relação ao livro.
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