27 de fevereiro de 2011

Desafio Literário 2011 (Fevereiro): "Why I Stayed"

BIOGRAFIA / MEMÓRIAS






Título: Why I stayed - the choices I made in my darkest hour
Autora: Gayle Haggard w/ Angela Hunt
Editora: Tyndale
Ano: 2010
Páginas: 354









No dia 2 de novembro de 2006, a vida de Gayle Haggard mudou para sempre quando seu marido, Ted Haggard, fundador da New Life Church (14 mil membros) em Colorado Springs e presidente da National Association of Evangelicals, foi publicamente exposto em um escândalo. Nos dias e meses seguintes, tudo na vida de Gayle foi posto à prova - suas crenças, seu casamento e seu relacionamento com a comunidade da igreja que ela fez parte por mais de 20 anos. Em Why I Stayed (Porquê fiquei), Gayle nos encaminha através das escolhas que ela fez em sua hora mais escura e compartilha sua paixão renovada pela mensagem central da Bíblia - a mensagem libertadora de perdão e amor. Why I stayed nos lembra do que pessoas menos-que-perfeitas precisam desesperadamente - uma comunidade de família e fé que ofereça amor que cura e um caminho para restauração.
(tradução livre da sinopse disponível no site Goodreads)
 

1,2,3... 1,2,3... Testando...
Falar desse livro vai ser brabo (ou bravo, pra quem preferir). 
Tenho mania de ir à livraria e ficar lendo as contra-capas dos livros, com isso eu sempre fico com vontade de comprar/ler mais do que posso (tempo=$$$).
Este foi um desses livros. Acabei apelando para a boa e velha biblioteca.

Eu não "conhecia" Ted Haggard (apesar do sobrenome parecer familiar), mas quando li a sinopse a única coisa que eu queria saber, mais até do que o "porquê" ela ficou com o marido foi o "como" ela conseguiu fazer isso.
É possível encontrar a resposta no livro, mas como algumas pessoas ressaltaram nos sites de leitura por onde passei antes e comprovei lendo, o livro acaba enfatizando mais como a igreja falhou no processo de "reabilitação" de Ted.
Todos sabemos de pastores que caíram e a queda foi feia, mas não vejo nada diferente de nós não tão conhecidos/completamente desconhecidos cristãos que levamos quedões também. A diferença está na "publicidade", afinal "Pastor que traiu a mulher com outro homem" vende mais do que "Crentes fofoqueiros são disciplinados". Qual jornal/revista você compraria????
Nós adoramos um escândalo! E sem querer-querendo saímos por aí comentando:
"Viu? O Pr. Fulano traiu a mulher." "Eu sabia que isso ia acontecer, não te falei que os Beltranos roubaram o dinheiro da igreja?"
Enquanto reclamamos que os não-cristãos estão descendo o sarrafo dizendo que "crente é tudo a mesma coisa e blá blá blá". O que será mesmo que estamos fazendo???

Outro aspecto que esse livro me fez pensar foi nos 2 pesos e 2 medidas ainda existentes na comunidade cristã. Um exemplo é o rapazinho que fez o que não devia, foi pra disciplina, etc etc e acabou. Agora se é a irmãzinha, jovenzinha, meiguinha (sarcasmo ON), vai pra disciplina, etc etc e vai ser taxada de Jezabel (quer coisa pior que isso???) para sempre, além de carregar a letra escarlate estampada figuradamente falando.

Para concluir (hehe, sabe aquela pregação que o pastor já pregou por 1 hora quando ele diz essa frase você mantem os olhos bem abertos, mas leva mais 30 minutos para ele realmente concluir?) as principais lições que extraí desse livro foram:
*Perdão incondicional acompanhado do amor também incondicional (quer coisinhas mais difíceis??? Acho que não tem. Quem vem primeiro? Não sei, mas acho que a ordem dos tratores nesse caso não vai alterar o viaduto);
*Restauração dos laços matrimoniais destruídos pela infidelidade;
*Restauração de uma vida e reputação destruídas pelo pecado.

O único ponto negativo na minha opinião é que ela repete várias vezes que eles se doaram por 22 anos para a igreja e quando eles precisaram da mesma para se restaurar, as portas se fecharam. Eu até entendo que ela tenta desfazer boatos falsos que surgiram desde o escândalo (basta clicar na internet para vocês saberem do que estou falando), mas ao mesmo tempo em muitas partes no livro parece que ela está se defendendo e ao marido. De qualquer forma fica parecendo que ela ainda está magoada pela forma como a igreja os tratou. Por ela ter focalizado mais essa questão do que se prender ao que o título sugere, o livro vai levar nota 3,5.


Acho Gayle muito corajosa, para dizer o mínimo, afinal casamentos hoje em dia têm acabado por coisas muito menores e ínfimas (incompatibilidade de gênios??? Tu namorou pra quê então???).
Ela diz algo interessante (eu realmente vou concluir agora), a Bíblia permite o divórcio em caso de infidelidade. É permitido e não mandatório. Cada caso é um caso. Cada situação é diferente. (não é uma citação direta).

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