30 de abril de 2011

Desafio Literário 2011 (Abril): "A Titanium Smile"

FICÇÃO CIENTÍFICA


Título: A Titanium Smile (Um sorriso titânico)
Não publicado no Brasil
Autor: J. Ella
Editora: Smashwords
Ano: 2011
Páginas: 297



O Planeta XimoX, no tempo da história, se recuperou de um evento que quase extinguiu a vida - o Cataclismo. Um terrível acidente junta duas pessoas diferentes. Eles rasgam o véu de ilusão que tem escondido o verdadeiro custo de sobrevivência do Cataclismo.
O casal se rebela contra seus destinos sombrios e tentam escapar seus desígnios. Durante o processo o casal coloca em movimento eventos que podem levar à extinção dos cidadãos das 13 cidades remanescentes. (tradução livre da sinopse disponível no Goodreads)


Corri, corri, e nem acredito que consegui ler todos os 5 livros para o mês de Abril do DL 2011. Parece que corri uma maratona... ufa ufa. 
Um Sorriso Titânico foi uma amostra grátis que a Sony Ebooks disponibilizou e eu só estava preocupada com o tema mesmo por isso peguei.
Talvez por eu ter lido muito rápido, muita coisa ficou obscura, mas vou tentar construir essa resenha a partir das poucas anotações que fiz durante a leitura. Se vai fazer sentido ou não, eu não tenho a mínima idéia!

XimoX é um planeta que quase foi destruído pelo Cataclismo que de acordo com o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa é:
cataclismo
s. m.
1. Revolução geológica que, alterando a superfície do globo, é causa de grandes desastres.
2. Grande inundação.
3. Desastre social.
4. Fig. Revolução (que altera profundamente o modo de ser).

Agora que li essas definições é que percebi que aparentemente o problema no planeta é o número 1, MAS à medida que você vai lendo e entendendo melhor a história, os números 3 e 4 também podem se aplicar.
É depois dessa quase-destruição que Brient e Masha (personagens principais) se conhecem e pouco depois iniciam um romance caliente cujo detalhes foram desnecessários já que isso aqui não era um romance de banca.

Durante o livro os caminhos dos personagens vão se entrelaçando, passado e presente vai se misturando e só muito depois da metade é que conseguimos identificar claramente o que é que está no passado e o que é que está no presente. E quem é quem no jogo do bicho!

Agora, imagine se um dia você acordasse e descobrisse que sua vida é FAKE, que suas lembranças são propositadamente apagadas para que você se recorde apenas o que aconteceu há no máximo 5 anos e nada mais do que isso e que acidentes que acontecem no dia-a-dia na verdade não são acidentes... Esse é o grande segredo do livro!

Um dos personagens que foi "acordado" (sabe a verdade sobre a realidade sombria do planeta), diz que o que eles realmente querem é "evolução em vez de revolução". Não sei porquê gostei dessa frase, mas com ela encerro minha participação desse mês no Desafio. 
Até Maio!!!


29 de abril de 2011

Desafio Literário 2011 (Abril): "The Handmaid's Tale"

FICÇÃO CIENTÍFICA




Título: The handmaid's tale
Título em português: O Conto da Aia
Autora: Margaret Atwood
Editora: Anchor Books / Random House
Ano: 1985
Páginas: 311
Edição lida: 1998





A história de O Conto da Aia passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes - tudo fora queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gileade, mas já foi Estados Unidos da América. As mulheres de Gileade não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado - há as Esposas, as Marthas, as Salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de Aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Offred tem 33 anos. Antes, quando seu país ainda se chamava Estados Unidos, ela era casada e tinha uma filha. Mas o novo regime declarou adúlteros todos os segundos casamentos, assim como as uniões realizadas fora da religião oficial do Estado. Era o caso de Offred. Por isso, sua filha lhe foi tomada e doada para adoção, e ela foi tornada aia, sem nunca mais ter notícias de sua família. É uma realidade terrível, mas o ser humano é capaz de se adaptar a tudo. Com esta história, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente. (Fonte: Skoob)


Já escrevi e reescrevi essa resenha várias vezes... na minha cabeça. E agora que preciso das palavras nas pontas dos dedos, elas simplesmente sumiram e me deixaram na mão... A sinopse diz tudo...
Preciso que vocês me perdoem porque essa vai ser a pior resenha que já fiz... esse mês hahahaha.
Chega de blá blá e vamos aos fatos: A verdade é que esse livro me deu o que chamamos em inglês de creeps (arrepios). Será que todas as mulheres que já leram ou estão lendo esse livro sentiram o mesmo? 
A história é narrada pela aia Offred cujo nome verdadeiro é mencionado, mas não revelado no livro (existe uma grande diferença entre mencionar e revelar, tem que ler pra entender). Por ser um livro em primeira pessoa muitas coisas, e eu repito, muitas coisas mesmo vão ficar confusas e sem respostas. 

NÃO tem respostas!!! Sabe o babado que nos deixa curiosos até hoje se a Capitú traiu ou não Bentinho? Pois é, o livro me deixou com essa sensação no final. Essa é a desvantagem de um narrador-personagem, não dá pra saber o que os outros estão pensando e aprontando. MAS tudo indica que foi proposital, afinal as "Notas Históricas" no final do livro não me deixam mentir.

A forma de escrita da autora me lembrou muito a prosa intimista da Clarice Lispector, mais precisamente de Perto do Coração Selvagem, mas apenas uma semelhança longínqua que me levou a uma quase-depressão-vou-me-atirar-do-meio-fio.

Claramente conseguimos fazer um paralelo entre a forma como as mulheres são tratadas na sociedade distópica do livro e em algumas sociedades atuais (especificamente algumas sociedades mulçumanas onde mulheres ainda são apenas objetos e não possuem direitos). ENTRETANTO eu consigo ir mais além e afirmar que é possível traçar uma analogia mais profunda com o tratamento dispensado às mulheres nas sociedades machistas espalhadas pela face da Terra. Além dos indivíduos machistas que oprimem e tiram a liberdade de "suas" mulheres apenas para provar quem é que manda e no pior dos casos se tornam homicidas.
 
Outro ponto que quero comentar é sobre a sociedade ser "religiosa", e aí lá vai a velha e tradicional discussão sobre a submissão feminina sob a visão bíblica. Não vou entrar no mérito da questão aqui, só quero destacar que no livro os personagens opressores se utilizam de textos bíblicos descontextualizados e incompletos para oprimir e tirar a liberdade dos que discordam. Afinal não foi à toa que os livros (a Bíblia inclusive), a leitura e a escrita foram banidos (só para as mulheres é claro). Tá soando como a Idade Média? Bem-vindo ao clube!

Gostei do livro apesar da temática ter me deixado com dores na alma (foi mal, estou no meu período dramático). Provavelmente vou ler de novo, mas da próxima vez será mais lentamente e não correndo para cumprir a agenda do DL.

Não achei um trailler legendado do filme, mas gostei desse aqui por causa da música que colocaram (que eu não sei de quem é): O CONTO DA AIA

26 de abril de 2011

O final (decepcionante) de LOST.


 É, eu sei. Acho que já faz 1 ano que o último episódio foi ao ar, mas eu como boa fã que sou só assisti agora. 
Se alguém me perguntasse o que achei do THE END eu responderia:
Que porcaria foi aquela?

Isso não significa que desgostei da série como um todo, mas o finalzinho realmente deixou muito, muito a desejar.
Eu tive o "pressentimento" de que alguma coisa não ia ser legal. Era bom demais pra ser verdade. Comecei a sentir que alguma coisa não ia prestar no final da série quando...
-Os mortos começaram a aparecer (sem comentários);
-A figura de Jacob (por falar nisso, o ator é um vampiro agora em Being Human) apresentou entonações de "divindade" (sutil? Nem tanto, Mestre.);
-Richard não envelhece (caraca, essa fonte da juventude é boa).

E PUFT! Eu sabia.
Apesar de ter sido ralado (maranhês para tosco, ruim, etc), LOST é uma das minhas séries de TV favoritas e pode ser vista tendo em mente o que Paulo diz na Bíblia: "Retenha o que é bom". Não vá pensando que tudo é verdade ou sei lá o que as pessoas pensam ou se deixam impressionar. Hello! Realidade chamando, 1, 2, 3.

Razões pelas quais assisti LOST:
-Suspense, suspense;
-Mistério, mistério;
-Perguntas sem respostas;
-Tenho medo dos "Outros";
-Quem são "os Outros"?;
-Hã? Como assim?;
-O que tá acontecendo?;
-O que foi isso?

Já que reuniram quase todos os personagens principais das primeiras temporadas no fim, por que não o Mister Eko? Eu achava esse personagem interessante, mas não consigo lembrar como ele morreu mesmo kkkk (assistir/ler uma série aos poucos não é legal).

A cena que encerra foi bem bacana.

Uma coisa boa foi que os criadores não ficaram esticando, enchendo linguiça até a série ficar insuportavelmente chata (como aconteceu com Smallville). Seis temporadas deu o que tinha que dar. THE END!

O que vocês acharam?

Ah e eu vou sentir falta disso aqui:

22 de abril de 2011

Páscoa

Quando esse post for publicado estarei na praia tomando água de coco hahahaha em algum lugar que não tem internet. MAS é Páscoa e como a coisa só piora cada ano que passa com essa besteirada de ovo, chocolate e coelho, eu quero, eu preciso compartilhar uma canção com vocês que reflete a VERDADEIRA mensagem da Páscoa.
Sente-se e deixe Deus falar com você!

20 de abril de 2011

Desafio Literário 2011 (Abril): "The Accidental Time Machine"

FICÇÃO CENTÍFICA



Título: The accidental time machine
Título em Português: A máquina do tempo acidental
Autor: Joe Haldeman
Editora: Penguin / Ace Books
Ano: 2007




SINOPSE:
A Máquina do Tempo Acidental é um romance provocador que fala de um homem que viajou no tempo à descoberta da sua vida futura… ou das suas vidas futuras. Matt Fuller é um simples e exigente assistente no centro de investigação no MIT. Durante uma experiência de medição quântica, Matt é surpreendido por um calibrador, controlado agora por forças estranhas que fazem com que comece a aparecer e a desaparecer, a viajar no tempo. Cheio de curiosidade e graças a alguns infelizes acidentes, Matt aperfeiçoa engenhosamente a técnica da viagem no tempo. Sentindo que o seu trabalho está num beco sem saída, enquanto a sua vida privada se encontra condenada ao fracasso, pois a sua namorada o trocou por um outro homem, Matt não tem nada a perder e parte à aventura. É então que decide comprar um carro velho, no qual armazena os alimentos que precisará, e parte à descoberta. Mas, antes da partida, algo sucede... um assassinato que resulta numa perseguição; uma fuga que desencadeia uma união com um ser de Inteligência Artificial, uma jovem mulher que ele resgata de uma tecnoditadura religiosa. Para sair ileso desta perseguição, resta-lhe uma única opção: encontrar um lugar onde possa estar em segurança... porém, esse lugar pode nunca surgir no seu horizonte, pode nem sequer existir! Como é habitual na sua escrita, Haldeman, sob o véu de uma aparente ingenuidade, consegue ser simultaneamente contundente e irresistível na projeção do futuro da natureza humana. (Fonte: WOOK)


Ok, "não priemos cânico! Todos os meus movimentos são friamente calculados". (Quem teve infância, levante a mão o/). Infelizmente o mesmo não pode ser dito de Matt Fuller (não que ele não teve infância porque acho que sim, mas que seus movimentos são friamente calculados). 
Matt é um NERD que provavelmente leu O Guia do Mochileiro das Galáxias e entendeu todo o post da bandida vive para a Física porque nem o trabalho que ele tem é lá essas coisas. Trabalho? Ele é uma espécie de assistente do professor de Física bam-bam do Instituto de Tecnologia de Massachusets, Marsh.  Ele não tem a mínima idéia como conseguiu criar uma máquina do tempo, porque é só apertar o botão RESET e o treco desaparece.
Pedi ao Tio Gúgol para me mostrar um calibrador, por favor, porque eu só lembrava daqueles nos postos de gasolina que enchem (calibram!) o pneu do carro.
Edição fotográfica mal-feita by AMG.
Agora alguém consegue me explicar como foi que Matt conseguiu elaborar um plano de ação baseando-se na lista abaixo??? (pp. 14, 15):
  1. (1.26 sec) (extrapoling back)
  2. (15)
  3. (176)
  4. 2073 s. 
  5. 24,461 = 6h 48m
  6. 3.34 days
  7. 39.54 d.
  8. 465 d.
  9. 5493 d. = 15 y.
 De qualquer forma, ele é ou está tão doido que ele mesmo se coloca na experiência sem dizer a ninguém (lógico que ele fez um teste com uma tartaruga primeiro). O problema é que cada vez que ele aperta o botão ele vai muito mais para o futuro e não tem a mínima idéia de como regressar, por exemplo, a primeira vez ele pula 30 dias, depois 465 dias e na seguinte já são 15 anos, por aí vai...

Dessa forma o autor apresenta pelo menos duas sociedades distópicas nas viagens temporais realizadas por Matt:
  1. Uma dominada por um regime totalitário religioso;
  2. Outra dominada pelas Inteligências Artificiais.
Tentei encontrar algo sobre as crenças do autor, mas não encontrei. Minha curiosidade foi despertada porque a crítica que ele faz à religião cega e dominadora é muito boa. MAS em uma citação ele cometeu um pequeno deslize quando ele comenta a história de adultério cometida pelo rei Davi.
Além disso, ele resolveu chamar alguns personagens de Jesus (se ele tentou ser sarcástico eu não entendi, pelo menos não na segunda vez).

Algumas partes são engraçadas e me fizeram rir. Matt tem uns pensamentos bem irônicos mesmo sendo meio banana. A tartaruga Herman merecia ter mais destaque. Kara, a namorada (ex) é uma mala. Martha é... bem... ela é diferente. La é uma inteligência artificial que me deu calafrios.

Não faltam citações a alguns mestres da Física como Einsten, Gödel, Planck e outros que eu não marquei a página e não consigo lembrar agora.

O final é... digamos... INTERESSANTE.

19 de abril de 2011

Personagens da Vida Real

Nossa vida é cheia de personagens. Todos os dias estamos em contato com pessoas (alguns em contato com animais também, mas não mencionaremos isso aqui kkkk). Quer gostemos ou não sempre "esbarramos" em pessoas (apesar de algumas não parecerem).
Algumas pessoas nós conhecemos, como nossa família, amigos, colegas, etc. Outras nunca vimos antes. E outras vemos, falamos, mas não sabemos o nome (os "conhecidos" entram nessa categoria).

Geralmente nos referimos à essas pessoas pela profissão, características ou algo que ela faz ou fez (cuidado com o que você fez no verão passado!). Por exemplo: o motorista, o cobrador, o carteiro, o menino da esquina, a mulher de cabelo vermelho, o moço da quitanda, o homem que olha pra parede... OPA, é desse aí que quero falar.



"O homem que olha pra parede" (ainda não descobri o nome dele) também pode ser chamado de "o homem do elevador". É, ele opera o elevador (ascensorista?) e conversa com você...olhando pra parede.





     - Rapá, que vontade de tomar um café.
Eu também.
- Rapá, não tomo mais esse café das barraquinhas na calçada, isso é uma porcaria.
- As pessoas não sabem se alimentar direito.
(Por que será que é sempre sobre comida e todo tempo olhando pra parede???)

Mas o "estopim" que me fez escrever sobre esse personagem foi o seguinte:
(Descendo do último andar, olhos fechados, fazendo contas na cabeça)
- Você já parou de comer carne?
(Abro os olhos espantada)
Ele falou comigo?
-Hã?
- Você já parou de comer carne?
(Um milésimo de segundo)
Do que ele tá falando?
-Eu como!
(Ele balançando a cabeça negativamente, parecendo nervoso)
- Você não sabe o mal que tá fazendo!
Pros animais?
- Eles colocam porcaria nas carnes, coisas químicas, essas carnes não prestam.
- Ah...
- Eu não como mais essas porcarias.
(Voz alterada e eu ficando com medo)
Chega no lobby! Chega no lobby!
- Não como carne há 2 anos, 10 meses, 5 dias, 3 horas, 10 minutos e 7 segundos.
- Ah...
(Olhos esbugalhados, respiração entrecortada)
-Bye!
Chegou no lobby!

Confesso que ele não é o primeiro a fazer terrorismo alimentar na minha vida.
Quem lembra do boato (?) que o hamburger do McDonalds era feito de minhoca???
Ou quem nunca ouviu dizer que o churrasquinho vendido nas ruas é carne de gato? (vai saber, né? Alguns gatos desaparecem sem deixar rastros).
Ou como uma colega da faculdade que me viu comendo amendoim japonês disse que aquilo iria corroer meu estômago (levei anos pra comer amendoim japonês de novo. "Se perecer. Pereço")

Sou uma pessoa impressionável. Se você me diz alguma coisa ruim sobre comida eu fico com aquilo na cabeça por muito muito muito muito muito muito tempo.
Agora todas as vezes que como carne eu sempre lembro do "homem que olha pra parede". 

17 de abril de 2011

Desafio Literário 2011 (Abril): "Brave New World"

FICÇÃO CIENTÍFICA




Título: Brave New World
Título em Português: Admirável Mundo Novo
Autor: Aldous Huxley
Editora: Perennial Classics
Ano: 1932
Edição lida: 1998
Páginas: 268






Sinopse

Admirável Mundo Novo: Um extraordinário romance de ficção, no qual Huxley nos dá a mais trágica, profética e aterradora visão do mundo, de uma civilização escravizada pela máquina e dominada pela tecnologia. Uma sociedade onde crianças são geradas em laboratório e especialmente treinadas para desempenhar futuras funções no meio social.
Um mundo em que foi abolida a família e onde não há lugar para os sentimentos e para o amor. (Fonte: Skoob)



Extraordinário?! Livro tosco com final mais tosco ainda.
Imaginem uma sociedade onde os valores: família, monogamia, amor, casamento, religião, etc são completamente inexistentes, desencorajados e abominados.
Oo estranhou? Dá uma olhadinha ao seu redor rapidinho. Vai, eu espero... 
       Tic
              Toc
                      Tic
                             Toc 

Espero que você tenha entendido para olhar ao seu "redor", a nossa sociedade atual, segunda década do Século XXI. E aí, o que você percebeu?
Aterrorizante perceber que a sociedade distópica (anti-utópica) criada por Huxley na década de 30 se parece (muito) com a nossa.

Aparentemente não vivemos em um regime totalitarista, mas os valores pregados e defendidos hoje são opostos aos de anos atrás. Tudo em nome da modernidade? Eu acho muito massa tudo que o avanço tecnológico tem nos proporcionado. Mas as pequenas coisas que me incomodam como por exemplo alguém ser ridicularizado por ser virgem (se for um rapaz, então, coitado!). Ainda não chegamos à completa e total promiscuidade mostrada em Admirável Mundo Novo, porém pelo andar da carruagem não estamos tão longe.
Vamos dar uma olhadinha nas características sociais apresentadas no livro:
"(...) O mundo é estável agora. As pessoas são felizes; eles têm o que querem e nunca querem o que eles não podem ter. Eles estão muito bem; estão seguros; nunca adoecem; não têm medo da morte; são felizmente ignorantes no que diz respeito à paixão e velhice; não são atormentados com mães ou pais; eles não têm esposas, ou filhos, ou amados (...); eles são tão condicionados que praticamente não podem impedir de se comportarem como eles devem. E se alguma coisa der errado, existe SOMA(...)" (p.220)
 SOMA é uma droga legalizada que ajuda a manter a "felicidade" dos cidadãos. É distribuído gratuitamente pelo governo. Imagine um momento em que você esteja com muita raiva ou muito deprimido, é só tomar SOMA que você vai se sentir melhor. Tá muito estressado, à beira de um colapso nervoso? Tire um "feriado" de SOMA e durma pelo período de tempo desejado sonhando com coisas bonitinhas, musiquinhas relaxantes e os Teletubbies.

Ainda de acordo com a estrutura dessa sociedade, as castas são extremamente importantes para a manutenção e segurança social, elas são denominadas de acordo com o grau de importância que cada indivíduo exerce (mas não se engane, não existe individualidade). No topo estão os Alfas-mais e na base os Epsilons semi-retardados (só seguir a ordem do alfabeto grego).
"(...) Não queremos mudar. Cada mudança é uma ameaça para a estabilidade. Essa é outra razão porque somos tão cuidadosos na aplicação de novas invenções. Toda descoberta em ciência pura é potencialmente subversiva: algumas vezes até mesmo a ciência tem que ser tratada como um possível inimigo (...)" (p. 224-225)
Comparado com seu trabalho anterior, Contraponto (1928), Admirável Mundo Novo, mesmo sendo menos experimental em estilo, "é mais radical em sua visão pessimista da natureza humana. A anti-utopia de Huxley, com sua combinação assustadora de governo totalitário e ubíquo, drogas para o bem-estar e sexo, perturbou muitos leitores da sua época; mas tem provado ser seu trabalho mais duradouro e influente." (p.263)

Minha opinião leiga?
Ele tinha uma ótima matéria-prima nas mãos, mas não soube fazer sua obra-prima. De qualquer forma o livro é famoso e estudado ao redor do mundo. Acho que tem filme, mas não consegui achar nada decente pra colocar aqui.

16 de abril de 2011

O layout perfeito

EI, ESPERA! Você não entrou no blog errado não.

É eu sei...

Você mudou esse layout de novo, Aline???

Aham... Tô de folga e, sabe, então...
Sério! Cheguei à conclusão de que assim como homens, não existe layout perfeito. Eu só preciso encontrar um com o qual eu consiga conviver, amar, respeitar e aceitar mesmo com todos os defeitos (homem e layout hihihi).

Gente, gostei desse porque parece ser "simples" para organizar e não demora tanto pra carregar (demora?). Agora só preciso descobrir como colocar minha foto preciosa com o caminho, puxa vida!

Imagina que horrível seria se eu trocasse de homem como troco de layout. Ooops... é uma piada, visse?

T. I love you, Baby! #prontofalei. You are my perfect "layout". hahahaha


14 de abril de 2011

Para Lucas

Estava aqui viajando nas fotos do Felipe e do Lucas, completamente apaixonada por esses dois bebezinhos preciosos e de repente percebi que parece que foi ontem que o Lucas era um bebê recém-nascido como o Felipe.

2008
2011
Ele tá crescendo tão rápido!!! Já tá indo até para a escola (e ele gosta!). Perguntem a ele onde está a tia Aline e ele vai apontar pro telefone (hehehe, tia distante dá nisso). Na maternidade quando ele foi ver o Felipe pela primeira vez, ele também viu um telefone e adivinha o que ele queria? Aham, falar com a tia Aline (tô rindo até agora).
Quando meu Skype resolve funcionar ele me mostra os brinquedos dele... Enfim, eu queria MUITO estar lá, mas não posso por enquanto.

Então foi quando senti que deveria escrever alguma coisa sobre os tempos que ainda virão. Deixar registrado meu amor e carinho pelo meu primeiro sobrinho. E quando ele crescer que ele seja sempre um homem segundo o coração de Deus. A tia Nininha sempre vai ser babona e te amar muito, Luquete!!!



MENINOS (LIÇÃO UM)
Jars of Clay

Lição Um - Não se esconda
Lição Dois - Há maneiras certas para se lutar.
E se você tiver perguntas
Nós podemos conversar a noite toda

Então você sabe quem você é
E você sabe o que você quer
Eu já estive onde você está indo.
E não é tão longe
É muito longe para andar
Mas você não precisa correr
Você vai chegar lá a tempo.

Lição Três - você não está sozinho
Não desde que te vi começar a respirar sozinho
Você pode ir embora, você pode fugir, mas aqui vai continuar sendo seu lar

Então você sabe quem você é
E você sabe o que quer
Eu já estive onde você está indo.
E não é tão longe
É muito longe para andar
Mas você não precisa correr
Você vai chegar lá a tempo.

A tempo, de se perguntar para onde os dias foram
A tempo, de ser velho o bastante para desejar ser jovem de novo
Quando coisas boas são desvendadas, coisas ruins se desfazem
Quer você ame e perca sua inocência

Vão haver mentirosos e ladrões que vão roubar de você
Não para diminuir a conseqüência
Mas você não é o que você faz
E quando você mais precisar
Eu tenho centenas de razões porque te amo

Quer você ame e perca sua inocência
Apenas se lembre - Lição Um.

11 de abril de 2011

When the Hurt Runs Deep, de Kay Arthur



Título: When the Hurt Runs Deep*
Não publicado no Brasil
Autor: Kay Arthur
Editora: WaterBrook Press
Ano: 2010
Páginas: 241



Para onde você pode se voltar para obter esperança quando o sofrimento é profundo?

Em algum momento da vida todos nós vamos encarar a dor cruel da mágoa e desespero, um sofrimento que penetra tão fundo que nos deixa arquejando com perguntas:
Por quê eu? Por quê agora? 
O que fiz para merecer isso?
A dor vai algum dia desaparecer?
Como Deus pode apenas assistir e deixar isso acontecer?
O que me resta para manter a esperança?
Escrevendo do conhecimento que ela tem ganho, não apenas através de seus próprios vales de sofrimento profundo, mas também de anos de estudo e aconselhamento de outras pessoas através da dor deles, Kay Arthur aponta o caminho na direção de uma cura genuína. Com candura, graça e vulnerabilidade, ela te convida para se juntar a ela numa jornada na direção da completude enquanto você troca seus medos e frustrações, tristezas e sofrimentos por uma confiança que nunca vai decepcionar.


Pode parecer auto-ajuda cristã, mas esse livro traz uma mensagem atual e abrangente sobre vários tipos de dores/sofrimentos pelos quais passamos no decorrer de nossas vidas.
Um dos pontos positivos é que a autora utiliza as Escrituras como ponto de partida e explicação. A mesma afirma que não existe melhor remédio do que a Palavra de Deus em um processo de cura e restauração. Não importa quantos livros você leia sobre o assunto, se você não tem um embasamento bíblico e se não estuda a Palavra, nada vai fazer diferença.

Ela fala sobre tragédias, mortes, aborto (espontâneos e provocados), suicídio, doenças fatais, perdas, traições, laços familiares destruídos, divórcio, abusos sexual, físico e verbal, etc. De todos os tipos de dores e sofrimentos aos quais ela se refere no livro, o capítulo sobre suicídio, na minha opinião, é o mais complicado e delicado, sinceramente não sei se concordo (ou discordo) da opinião que ela apresenta no que diz respeito ao suicídio de um uma pessoa cristã. Não vou me aprofundar aqui sobre essa parte, apesar de achar que daria uma discussão interessante, já estou planejando um tópico no futuro apenas sobre esse tema.
Um dos meus capítulos preferidos é o 17, entitulado Como Jesus pode possivelmente entender sua dor?. Nesse capítulo, a autora utiliza situações atuais que podem ocorrer conosco para traçar um paralelo com a dor, desespero, traição, zombaria, abandono e sofrimento que Jesus sofreu. 
Ela também fala da importância do perdão nesse processo de cura e pela primeira vez eu ouvi (li) alguém falando que "não perdoar a si mesmo" não é bíblico. A Bíblia não menciona "se perdoar" e uma vez que Deus nos perdoou ou acreditamos nisso ou não, se não acreditamos estamos pecando contra Deus por querer "algo mais" quando tudo já foi feito por Ele na cruz.

Outra coisa que me chama a atenção é o capítulo 16, O sofrimento ainda por vir, onde a autora fala sobre o futuro dos cristãos verdadeiros em um mundo de perseguição contra quem professa o Evangelho de Jesus. Ela até menciona o povo que prega a Teologia da Prosperidade!
"Esses ensinadores da prosperidade tem esquecido (ou ignorado) que nosso chamado primário como crentes em Jesus Cristo é para a cruz. O que a cruz traz? Separação, sofrimento e perseguição." (pág. 159)
Então ela explica detalhadamente Marcos 8: 34-38, mas o que realmente se destacou para mim nesse capítulo é a afirmação de que a perseguição nos países "livres" não está tão longe de acontecer (ela se refere especificamente aos EUA, mas eu incluo o Brasil também).

O livro apresenta 12 verdades de cura que pensei em colocar aqui, mas depois cheguei a conclusão que seria um "big spoiler".
E o Apêndice possui dicas práticas de como encarar um dia (e noite) de cada vez durante o sofrimento e processo de cura.

A editora disponibilizou os dois primeiros capítulos (em inglês): Sneak Peek

Como sempre, por favor, deixe sua nota para a resenha/livro:


PS: Revisando a resenha, me veio à mente o caso no Rio. Esse livro toca nas feridas mais profundas do coração e da alma. Muitos corações estão despedaçados nesse momento, a eles ofereço minhas orações.


*Recebi esse livro gratuitamente do WaterBrook Multnomah Publishing Group para essa resenha.

9 de abril de 2011

Desafio Literário 2011 (Abril): "The War of the Worlds"

FICÇÃO CIENTÍFICA


Título: The War of The Worlds
Título em Português: A Guerra dos Mundos
Autor: H. G. Wells
Editora: Signet Classics
Ano: 1898
Edição lida: 1986/2007
Páginas: 208



Sinopse

Publicado pela primeira vez em 1898, essa obra-prima de ficção científica de H.G. Wells aterrorizou e divertiu gerações de leitores, gerou inúmeras imitações e serviu de inspiração a mestres como Orson Welles e Steven Spielberg.
Por tempos, os homens foram estudados à distância pelos marcianos, que nos observavam como quem analisa micróbios por um microscópio. No final do século XIX, entretanto, eles partem para a Terra e aterrissam nos arredores de Londres. À primeira vista, os marcianos parecem risíveis: mal conseguem se mover, e não saem da cratera criada pela aterrissagem de sua espaçonave.
Mas, conforme seus corpos começam a se acostumar com a gravidade terrestre, revelam também seu verdadeiro poder. Os marcianos são máquinas biomecânicas assassinas com mais de 30 metros de altura, que destroem tudo a sua volta. Aniquilando toda tentativa de retaliação do exército britânico, rapidamente eles chegam à capital Londres, que é evacuada às pressas por uma população desesperançada.



Wells se tornou conhecido como o "pai da ficção científica" pelo conjunto de sua obra, sendo os mais conhecidos: A Máquina do Tempo (1893), O Homem Invisível (1897) e A Guerra dos Mundos (1898).
Mais de um século depois, aqui estou eu tendo que ler uma FC básica e decidi começar com os clássicos, e, gente, quanta coisa mudou (e continua mudando) nesses 113 anos desde que o livro foi publicado pela primeira vez.
Os alienígenas são referidos como "marcianos" e, digamos assim, os "efeitos especiais" da história são completamente ultrapassados pela tecnologia atual.

Então o que torna A Guerra dos Mundos um clássico até hoje?
Este foi o primeiro livro na História Literária que se referiu à possiblidade de existência de seres extraterrestres (vocês sabiam que o primeiro livro a ser considerado de FC é Frankenstein (1818) de Mary Shelley? Eu não, fiquei sabendo agora!)
Além disso, os críticos analisam e dissecam A Guerra dos Mundos através de uma visão social que caracteriza o fim do século XIX e início do XX. Considera-se o "enredo como uma analogia à Inglaterra e à Europa do século XIX - potências imperialistas que submetiam, colonizavam e sugavam recursos de culturas menos avançadas tecnologicamente. Com A Guerra dos Mundos, Wells procurava mostrar o que seria da Inglaterra se ela enfrentasse o mesmo tipo de extermínio social, econômico e cultural que impunha a outros povos." (Fonte: Skoob)

Uma das leituras extras que fiz aponta Wells como um "visionário" a respeito das guerras modernas (que só aconteceriam anos depois da publicação do livro) por causa da forma como ele descreve o ataque dos Marcianos. E realmente se parece com os bombardeios americanos a Dresden e Tóquio (cara, tenho pena desse lugar) seguidos de Hiroshima e Nagasaki. Podem ser acrescidos também as táticas usadas contra o Iraque, além da "limpeza étnica" na Bósnia e os horrores de Ruanda e Darfur.
"A Guerra dos Mundos nos ensina a importância do nosso mundo, que na verdade consiste de uma série de 'mundos' concêntricos, desde os pequenos organismos destruídores de marcianos que vivem felizes em nossos intestinos, passando por nossa família, classe e nação até o globo em si." (tradução livre de parte da Introdução)

 ESTRUTURA:
O livro é dividido em duas partes:
LIVRO I - A chegada dos Marcianos (17 capítulos).
LIVRO II - A Terra sob os Marcianos (10 capítulos).

É possível identificar na leitura a história da humanidade através de suas guerras. O mundo que H. G. Wells vivia quando escreveu esse livro, era um mundo completamente dominado pelas nações européias. Por isso vou encerrar essa resenha com uma citação do posfácio que diz:
"Com certeza para os habitantes das Américas, Austrália, África e Ásia, a chegada dos navios europeus deve ter se parecido como uma invasão alienígena nos pareceria hoje. Os nativos estavam cuidando de suas vidas, sem prejudicar os europeus, sem oferecer ameaça, e mesmo assim de repente eles foram invadidos. Sua terra foi tomada e eles foram tratados como se eles não tivessem direitos algum." (pág.205)
EXTRA:
  • Inúmeras séries e filmes baseados no livro já foram feitos. Talvez o mais conhecido seja a versão contemporânea (2005) de Steven Spielberg com Tom Cruise (que eu NUNCA vi!). O Trailler segue abaixo:

Filme: A GUERRA DOS MUNDOS


8 de abril de 2011

O tamanho da nossa tragédia

O Brasil acordou de luto hoje e com lágrimas nos olhos e uma dor imensa no coração eu escrevo esse post. Eu sei a dor das famílias que perderam seus filhos ontem para uma violência sem sentido e bestial. Não sou mãe, mas sou tia e só de pensar que uma coisa ruim possa acontecer aos meus pequeninos... Deus tenha misericórdia de mim!
Mas eu sei porque faço parte dos milhões de órfãos da violência também. Do lado daqui, do lado da dor sem tamanho tudo é muito, muito escuro e sem sentido.

Passei o dia ontem pensando no seguinte: Na dor de Deus. A dor que Ele sentiu com o massacre daquelas crianças. A dor que Ele está sentindo o tempo todo porque O deixamos de fora de nossas vidas e quando algo como isso acontece nós O culpamos.
Todos os dias Ele nos oferece Amor.
Nós escolhemos ódio.
Todos os dias Ele nos oferece Vida.
Nós escolhemos morte.
Todos os dias Ele nos oferece Benção.
Nós escolhemos maldição.

E então quando nosso mundo desmorona, exigimos, gritamos, choramos, xingamos, etc.
ONDE VOCÊ ESTAVA? POR QUE DEIXOU ISSO ACONTECER?
Acho que Ele deve chorar e dizer: "Como posso fazer algo se vocês não me querem na vida de vocês?"

Não consigo pensar em mais nada para escrever por enquanto... mas lembrei da música que posto a seguir:

Nós Vivemos (Superchick)

Há uma cruz na beira da estrada
Onde uma mãe perdeu um filho
Como ela poderia saber que na manhã em que ele saiu
Seria a última vez?
Ela conversaria com ele por um pouco mais de tempo
Assim, ela poderia dizer que o amava mais uma vez
E abraçá-lo apertado
Mas na vida nunca se sabe
Quando nós estamos chegando ao final da estrada
Então o que fazemos
Com tragédia ao nosso redor?

Nós vivemos, nós amamos
Nós perdoamos e nunca desistimos
Porque os dias que nós recebemos são presentes dos Céus
E hoje nos lembramos de viver e amar

Nós vivemos, nós amamos
Nós perdoamos e nunca desistimos
Porque os dias que nós recebemos são presentes dos Céus
E hoje nos lembramos de viver e amar

Há um homem que espera pelos testes
Para ver se o câncer já se espalhou
E agora ele pergunta: Por que eu esperei pra viver até a hora de morrer?
Se eu pudesse ter o tempo de volta como eu viveria
A vida é como um presente
E então como a história termina?
Bem, essa é a sua história e tudo depende
Então não deixe ela se tornar verdadeira
Saia e faça o que temos que fazer

Acordando para outra manhã escura
As pessoas estão de luto
O tempo da vida lá fora é tempestuoso
Mas o que precisa acontecer para as nuvens sumirem,
para que nós percebamos que cada dia
é um presente, de algum modo, de alguma forma
Então vamos levantar nossas cabeças da escuridão 
ativar esta nova mentalidade 
e começar a viver a vida porque ela ainda não se foi
E a tragédia é um lembrete para tirarmos as vendas dos olhos
E acordar e viver a vida como devemos viver 
Seguindo em frente com nossas cabeças erguidas
porque a vida vale a pena ser vivida

5 de abril de 2011

Eu pelo avesso



Esse MEME foi criado pelo Felipe do Fechei com Ele (reza a lenda que ele é fake, será?). Querem saber como sou do lado avesso?

Esse MEME vai ser complicado de fazer porque eu odeio escrever. Qual o objetivo de escrever mesmo? Sei lá e nem quero saber. E exatamente por causa disso eu detesto ler. Ler é uma grande perda de tempo se você quer saber minha opinião, e como eu não me importo dou minha opinião sem que peçam. Isso mesmo! Tô sempre dando pitaco em tudo, quer gostem ou não.

Não entendo esse povo que tem estante cheia de livros. Pra quê isso??? Que desperdício! Vou gastar meus $$ comprando bolsas. Aaah, bolsas... são tão lindas e femininas. E sapatos? Sapatos combinando com a bolsa. Amo sapatos de diferentes modelos e marcas, MAS todos têm que ser de salto alto. É proibido não ter salto. Onde já se viu uma coisa dessa? Sapatos sem salto não são sapatos. Tênis?! Tá brincando, né? Tênis é uma abominação criada contra o bom-gosto. Porque eu sou uma garota extremamente fashion e feminina, eu tenho bom-gosto. Nada de tênis, ou jeans. Calça jeans e camiseta são bregas. E eu só uso roupas e calçados que estão na moda. Como já disse, eu sou fashion, acompanho todas a as tendências da moda e não me importo com valor. Tem que ser fashion e de marca, ah e completamente novo. Não uso roupa ou sapatos usados. No meu guarda-roupa tudo é absolutamente NOVO e brilhante.

Ah brilho! Gosto de brilhar e chamar atenção. Meu quarto é todo cor-de-rosa brilhante. Minhas roupas são rosa-shock com frufrus. Só não gosto de rosa nas minhas unhas. Minhas unhas estão sempre manicuradas e compridas, muito compridas, mas minhas cores de esmalte têm que ser azul, verde e laranja. Ficam lindas! E meu cabelo? Como meu cabelo já é liso escorrido naturalmente eu só preciso pintar. Tô sempre pintando o cabelo, vou pintar de rosa em breve (e ficar igual a Avril Lavigne).

Como sou extremamente fashion, as minhas sobrancelhas estão sempre limpinhas e feitas. Não saio de casa sem maquiagem, na verdade eu uso maquiagem até pra dormir porque quando eu me casar não quero que meu marido me veja sem maquiagem. E minha maquiagem é sempre completa: base, pó, sombra, blush, rímel e lápis (e tudo mais). Ah batom também, bem vermelho, não gosto de brilho labial.

Não como carne, só em comida japonesa. Odeio hamburguer e pizza e não tomo suco. Suco?! ECA! Só bebo coca-cola, nada de refrigereco, por favor. Coca-cola deveria ser a únca bebida permitida nesse mundo. Sério!

Outra coisa que não gosto é experimentar coisas novas ou viajar. Falar outras línguas?! Pra quê? Falo português e pronto. Não vou perder meu tempo aprendendo outras línguas, não gosto dessas coisas. Agora se você me der um problema matemático eu resolvo tudo de cabeça. Sou ótima com números, precisa ver! Minha atividade preferida é acompanhar a bolsa de valores. Entendo exatamente o que aqueles números subindo e descendo significam. Quer que eu explique?

Ver TV, então, é minha prioridade. Mas tem que ser novela e reality show. Nada de notícias e séries. Eu não vivo sem TV!!! Sem TV eu morro!!! Mas isso não significa que eu seja emotiva. NÃO sou emotiva! Sou racional e lógica. Consigo tomar decisões em um piscar de olhos, não preciso ficar pensando muito. E você nunca, nunca mesmo vai me ver tomar uma decisão inesperada.

Sou tão sociável e extrovertida que detesto cidades do interior e lugares isolados. Pra quê isso??? Meu negócio é viver na cidade grande. Existe paisagem mais linda que prédios, arranha-céus e trânsito engarrafado? E os sons? Buzinas, construção, brigas... barulho de todos os tipos e modelos. Ah... é como estar no paraíso. É tão legal pegar o metrô lotado todos os dias. Vai me dizer que tu não gosta daquele empurra-empurra, o povo te pisando e fedor de suor??? Mas melhor de tudo mesmo é povo ouvindo seus iPods e Mp3s no máximo. A gente consegue ouvir diferentes músicas de diferentes pessoas ao mesmo tempo não importa a distância! Isso com fone de ouvido! Amo tudo isso!

Meus lugares favoritos têm que ser frios. Não é friozinho bobo não, é frio do tipo Alasca e Polo Norte, menos frio que isso não gosto de jeito nenhum. Todo dia quando chego em casa ligo meu AC no máximo. A sensação é MARAVILHOSA! Se eu pudesse inventaria um portátil pra carregar comigo sempre porque eu amo ficar me tremendo de frio. Bobos são vocês que não gostam.

Ah e mais importante de tudo: se um homem quer conquistar meu coração, ele tem que ser machista e/ou mimado. Essas duas qualidades fazem dele meu príncipe encantado! Meus olhinhos ficam brilhando.
Viu como não sou estranha ou diferente, apenas normal?

2 de abril de 2011

Casos da Vida Real II

 Um caso de invasão domiciliar foi denunciado anonimamente à nossa redação. A.M.G. (que não quer se identificar por temer represália) afirma que sua casa foi invadida por uma quadrilha de ratos.
 -Vocês não conseguem imaginar meu pavor quando confirmei que havia invasores minúsculos circulando pelo apartamento enquanto dormíamos.

A polícia animalesca foi alertada e iniciou as investigações imediatamente.
-As pistas que obtivemos comprovaram a existência de pelo menos um elemento invasor na residência. Um pacote de biscoito passatempo e outro oreo, um pacote de macarrão e um pacote de biscoito de polvilho, todos roídos, mas sem possiblidade de material para teste de DNA ou impressões digitais.

Após uma investigação minuciosa, foi comprovado que não havia apenas um invasor, mas no mínimo dois.
-Acredito que há mais de dois, mas tenho esperança que eu esteja errada., afirmou a vítima. Quando levei a denúncia à impressa através do Twitter, os "Direitos Internacionais de Roedores e Insetos"(DIRI) se manifestou através de um porta-voz afirmando que "todo ser que respira louve ao Senhor". Tentamos uma negociação que possibilitasse a extradição dos indivíduos para custódia do DIRI, mas acabou se tornando inviável por causa da natureza delicada do transporte.

Porém o caso sofreu uma reviravolta há quase duas semanas quando o cadáver de um dos invasores apareceu na residência.
-A polícia começou a me investigar por acreditar que eu tivesse contratado os serviços da Serpente Egípcia Mercenária, afirma A.M.G.


 A cobra em questão fugiu de sua cela no Zoológico do Bronx em Nova York e até a presente data continua foragida. A polícia afirma ter descartado o envolvimento da vítima com a Mercenária Venenosa.
-Mesmo com o aparecimento do segundo cadáver, nossas investigações já comprovaram que a vítima não tem nenhum envolvimento no assassinato dos meliantes. Através das novas pistas obtidas recentemente, tudo indica que a Serpente Egípcia esteja agindo na cidade como uma espécie de justiceira. Infelizmente teremos que capturá-la imediatamente.

Quando questionada a respeito da suspeita de envolvimento da Cobra Egípcia no caso, a vítima afirmou honestamente que estava aliviada porque dois bandidos estavam mortos, mas ao mesmo tempo havia uma tensão contínua no ar por causa da Cobra Venenosa.

Talvez essa seja a pergunta que todos os moradores de NYC estejam se fazendo: É possível confiar na Serpente fugitiva? Mas de acordo com o diretor do zoológico não existe possibilidade da Serpente Egípcia estar envolvida nesse caso. 
-Acreditamos que ela não tenha deixado o prédio e esteja apenas se escondendo por um tempo. Cobras Egípcias são extremamente pacientes.

Após o fechamento dessa edição a Serpente foi recapturada pelo zoo, mas a mesma não se manifestou à respeito do caso que continua sob investigação.