25 de junho de 2011

Desafio Literário 2011 (Junho): "A Maldição do Vale Negro"

TEATRO


Tïtulo: A maldição do Vale Negro
Autores: Caio Fernando Abreu & Luiz Arthur Nunes
Páginas: 72
Editora: Igel
Ano: 1976



Conta a trajetória de Rosalinda, ingênua jovem que vive em um castelo, sob o rígido controle do conde e da governanta, ambos personagens que guardam um segredo que pode mudar a vida da garota. O texto parodia o melodrama, gênero que teve seu auge no século dezenove, após a Revolução Francesa, e que mostra situações que vão do drama ao patético, fazendo a platéia ficar em dúvida se, afinal de contas, aquilo que está em curso é uma tragédia ou uma comédia. (Fonte Skoob)


PEIMMMM! 
Não, essa resenha sinceramente não quer sair de jeito nenhum, fico me perguntando se foi o texto ou se é bloqueio mesmo, afinal minha cabeça tá cheia de coisas nessas últimas semanas e não é piolho.
Pensei que iria rolar uma entrevista com a Rosalinda (até pedi "autorização" para o Felipe), mas que nada. Rosalinda desmarcou em cima da hora com a seguinte nota:
Não poderei atender ao vosso convite que muito me lisonjea nesse momento preponderante. Receba minhas afetuosas desculpas sem tardar.

Não posso nem culpá-la, afinal aquele povo maluco com quem ela vive tsc tsc. Outro dia me disseram que ela estava de casamento marcado com o tal do Marquês Rafael d'Allençon, o homem simplesmente detonou com ela dizendo horrores. Eu hein, essas meninas não têm nada na cabeça. Apesar de que eu acho que o pai dela, o cigano Vassili ameaçou o rapaz no facão por ter desonrado sua única filha. Vai saber...
Pois é... Ninguém me disse que fim levou a irmã de Vassili, a Jezebel, depois daquela revelação bombástica do Conde Maurício de Belmont em seu leito de morte.
Pelo menos dizem que a irmã do conde melhorou de suas, digamos,"maluquices".

Mas nem tudo foi perdido pois aprendi com esse povo abirutado que A Madição do Vale Negro é um melodrama escrito em 1976 e que por isso possui características bem peculiares como:
  • Discurso político-subversivo (teatro engajado da década de 70); 
  • Linguagem arcaica cheia de adjetivos;
  • Narrador-radiofônico que remete às rádio-novelas;
  • Espanhol falado pelos ciganos como herança dos dramalhões argentinos, mexicanos, cubanos, etc.
 Não foi uma experiência tão ruim mesmo com tantas dificuldades que envolveram a produção dessa resenha, mas o texto é... realmente ME-LO-DRA-MÁ-TI-CO. Uma coisa à la Maria do Bairro ou algo semelhante.





22 de junho de 2011

Falta

Não sou escritora ou poetisa (se diz poeta agora né?). 
Sou aspirante. 
Pretensa. 
Rimo pé com chulé só pra fazer o migué, sacou? 
Vez e outra encontro uns troços que escrevi há zilhões de anos atrás, como o que vou postar em 3, 2, 1...


"Sinto falta das coisas antigas e simples.
Sinto falta de ficar aqui sentada sentindo o vento no meu rosto.
Sinto falta de não ficar me preocupando por dentro.
Sinto tanto e sinto tanta coisa.
Numa manhã de sábado onde o sol ainda está ameno.
Onde ainda é possível ouvir o canto dos pássaros. 
Onde o vento ainda refresca um pouco entre os prédios, os carros, o asfalto e a poluição.
Onde tanta coisa é nada e onde nada é tanta coisa.
Fico assim sofrendo e pensando.
Escrevendo e anotando pensamentos, dores, sentimentos, sorrisos, lágrimas, verdades, percalços, mentiras, palavras..."
(09 de Junho de 2007 - São Luís- MA)

16 de junho de 2011

Vale a pena conferir: "Um Sonho Possível"

Mais um filme que vi e gostei:

A versão brasileira se chama Um Sonho Possível.
Sandra Bullock se tornou minha atriz preferida porque dessa vez ela me fez chorar (mentira, a história é boa mesmo e ela já era uma das minhas atrizes favoritas desde de Miss Simpatia). Ela ganhou o Oscar de melhor atriz por essa interpretação.
O filme é baseado no livro The Blind Side (O Lado Cego), de Michael Lewis que conta a história do jogador de futebol americano Michael Oher que superou a miséria e se tornou um dos jogadores mais bem pagos da NFL (National Football League).
Eu não vou falar muito do filme pra não soltar SPOILER.

Essa é mais uma dica minha, de mim mesma e de Aline.
O link do trailer: UM SONHO POSSÍVEL

13 de junho de 2011

The perfect place for my love to live*


Your eyes
They are the light of thousand stars
You lighted my life
Do never let the brightness fade

My love
If I could translate my heart
All the poetry made of passion
They wouldn't be enough to say

My love
In your silent arms I already know
That in them I found
The perfect place for my love to live

My love
You transform the entire world in a garden
You make me believe that's for me
That the moon spreads over the sea

My love
I knew before I met you
That my dreams were keeping me for you
Waiting for the time to find you
Your eyes
They're the lights of thousand stars
Your eyes


*Versão-tradução livre em inglês da música O lugar perfeito pro amor viver. Copyright Universal Music

VÍDEO

10 de junho de 2011

Desafio Literário 2011 - Junho: "A Capital Federal"

TEATRO




Título: A Capital Federal
Autor: Artur Azevedo
Edição em Ebook
Ano da 1° publicação: 1897
Páginas: 64







"Quando eu morrer, não deixarei meu pobre nome ligado a nenhum livro, ninguém citará um verso meu, uma frase que me saísse do cérebro; mas com certeza hão de dizer: "Ele amava o teatro", e este epitáfio moral é bastante, creiam, para a minha bem-aventurança eterna." (Arthur Azevedo - 1903)
Licença, mas tu era feinho, viu?



Artur Azevedo foi um dramaturgo, contista, poeta e jornalista cof cof maranhense que cof cof como tantos maranhenses não passou muito tempo em sua cidade natal, no caso do meu conterrâneo Azevedo o babado foi que ele inventou de escrever umas sátiras sobre o povo ludovicense em 1871 e levou um pé na bunda do emprego. Se é difícil arrumar emprego hoje em dia, imagina naquela época, ainda mais que ele era um "escrevedor" ou "escrevinhador", tá bom, tô com palhaçada, o nome do treco que o Artur fazia era AMANUENSE, que significa copista de textos à mão, tá pensando que tinha computador naquela época, haha nem tinha máquina de escrever não, tudo era escrito à mão e claro que nem todos tinham estudado caligrafia para concorrer à essa vaga.

Mas voltando ao assunto, provavelmente Artur Azevedo se injuriou com a mentalidade provinciana da capital maranhense e foi embora para o Rio de Janeiro que vocês sabem era a capital do Brasil na época, a capital federal! 
Ao que parece, acho que gostaram do que ele escrevia por aquelas bandas porque ele começou a fazer o maior sucesso escrevendo versos humorísticos e textos para o teatro. E de acordo com a biografia do mesmo, ele chegou e ficou no que é chamado "comédia de costumes" brasileira, ou seja, ele escreveu sátiras sociais que analisavam o comportamento humano e os costumes em um determinado contexto social.

E com isso eu "tropecei" em uma de suas obras, A Capital Federal, que é cheio de personagens estereotipados que representam a sociedade brasileira, principalmente a carioca, da época. 
Azevedo nos apresenta uma família da roça aparentemente ingênua e sem noção do que seja a "capitá federá"; um mulherengo viciado em jogo que perde todo o dinheiro; uma cortesã que suga até o último vintém dos babacas que cruzam o caminho dela (bem feito pra eles); outro mulherengo que só gosta de mulatas e depois de usá-las as descarta; um marido que se diz dedicado à famíla que também é um mulherengo de marca maior (esse nem sabe que carrega uma tonelada de chifres na cabeça); etc.

A leitura é tão rápida que você nem percebe e já acabou. Mas não é tão fácil entender a linguagem porque ele utiliza muitas palavras que nem sabemos mais o que significa. Além disso, é possível perceber a influência francesa através de um monte de versos que os personagens recitam durante a peça, eu achei meio estranho, mas acho que naquele tempo era super fashion.

Mas e aí, será que nossa sociedade mudou alguma coisa do fim do século XIX para o século XXI???


Curiosidades:
  • Caso você não saiba Artur Azevedo era irmão de Aluísio Azevedo, autor de O Cortiço, O Mulato, entre outros;
  • O maior teatro em São Luís é chamado "Arthur Azevedo" (não sei o que esse H tá fazendo aí, mas é assim mesmo) em homenagem ao teatrólogo.

5 de junho de 2011

The Final Summit, de Andy Andrews



Título: The Final Summit*
Autor: Andy Andrews
Editora: Thomas Nelson
Ano: 2010
Páginas: 245


David Ponder está de volta e dessa vez o destino da humanidade está em suas mãos.


David Ponder está numa corrida contra o tempo. Ele foi escolhido pelo Arcanjo Gabriel para liderar uma cúpula de amigos viajantes, usando a sabedoria e experiência deles para salvar a humanidade antes que tudo que é conhecido seja destruído.

Apesar de relutante, Ponder logo se encontra viajando para o lugar mais improvável para entrevistar os mais fascinantes dos indivíduos como Winston Churchill, Joana D'Arc e Abraham Lincoln.
O grupo vai descobrir uma resposta a tempo? Qual poderia ser a única ação que pode mudar as marés da História?
A Última Cúpula (tradução minha porque o livro não foi publicado no Brasil ainda) é a tão esperada sequência de A Viagem da Sabedoria (The Traveler's Gift no original), mas vai se destacar como sua própria parábola convincente e importante com verdades para nossos tempos. (Tradução livre da sinopse disponível no site Goodreads)


Vocês perceberam na sinopse que diz: "David Ponder está de volta", ou seja, este livro é a continuação de outro livro que não li. Mas nem por isso fiquei viajando na maionese, na verdade as sequências têm se preocupado em não deixar os leitores que não leram o(s) primeiro(s) livro(s) boiando à toa.

À primeira vista, o livro me pareceu uma mistura de O Mundo de Sofia, O Maior Vendedor do Mundo e A Cabana com uma pitada de Augusto Cury. Mas não senti como se estivesse exatamente diante de uma auto-ajuda, apesar das muitas frases de efeito por todo o livro. Porém, ao pesquisar sobre o livro, confirmei que sim, ele é classificado como auto-ajuda. Fazer o quê, né? 
Essa ficção traz uma pitada de "fantástico" com os "Viajantes no Tempo", e dessa vez nem me assustou já que eu tinha me deparado com vampiros em ficção cristã anteriormente (veja AQUI).
Os "Viajantes" mencionados nesse livro além dos que a sinopse aponta incluem: Thomas Jefferson, Anne Frank, Eric Erickson (alguém importante para o desfecho da Segunda Guerra Mundial cuja história oficial ignora), Albert Einstein, Rei Davi, Cristóvão Colombo, Benjamin Franklin, Paul Harvey, George Washington Carver, entre muitos, muitos outros. Se você está com cara de OoO, saiba que também fiquei, e não dá para explicar exatamente o que todos esses personagens tão famosos historicamente estão fazendo viajando no tempo sem soltar spoilers sobre o livro.

Para maiores informações, outras resenhas e comprar, clique no título do livro a seguir: The Final Summit.
O livro é pequeno e fácil de ler, basicamente pode ser resumido como a última reunião dos "Viajantes" em busca da resposta que salvará a humanidade de sua destruição.
Mas qual é a pergunta?
"O que a humanidade precisa fazer, individual e coletivamente, para se restaurar no caminho em direção à civilização bem-sucedida?"
Qual seria sua resposta???



*Recebi esse livro gratuitamente através do Programa BookSneeze®  especificamente para esta resenha.

3 de junho de 2011

Vale a pena ouvir #2

Beleza vai surgir

Sabe aquele CD que você ganha de aniversário, mas só ouve uma faixa? Um dia, você decide ouvir todas as faixas e descobre que as músicas são muito boas e com letras profundas? Aconteceu comigo e o CD This Moment de Steven Curtis Chapman. Mas não é sobre ele que vou escrever.


1. Heaven is the Face
2. Beauty will rise
3. SEE
4. Just have to wait
5. Faithful
6. Questions
7. Our God is in control
8. February 20th
9. God is it true (Trust Me)
10. I will trust You
11. Jesus will meet you there
12. Spring is coming




Descobri que não consigo fazer resenhas sobre CD's. Gostei ou não gostei, pronto!
Mas alguns CD's valem a pena pelo menos dizer alguma coisa sobre eles.

Este é um daqueles raros onde TODAS as músicas são lindas e você não consegue escolher uma favorita (no caso, eu não consigo escolher uma favorita).
Este trabalho foi composto durante o período de luto da família Chapman (se você não faz idéia do que estou falando, leia AQUI). De acordo com o casal, as músicas desse CD são Salmos. Eu concordo! As músicas falam de dor, desespero, questionamentos, morte, anseios, mas também de fé, esperança, sonhos, confiança.

Algumas músicas são bem específicas como: 1, 4 & 8 que mencionam Maria e a família. As outras canções são um pouco mais "gerais" para todos que estão atravessando ou já atravessaram o vale da sombra da morte.
Steven C. Chapman é um compositor de mão cheia por assim dizer, e apesar desse CD não ter um apelo comercial como seus trabalhos anteriores (como explicar? Algo na voz dele e nas melodias, além das letras, deixam bem claro o quanto ele está sofrendo. Não sei se faz sentido.), esse aqui é de longe um dos MELHORES (eu sei que soa irônico e antagônico, mas é verdade!). Talvez pela simplicidade, talvez por me identificar com essas canções, talvez por ser um CD que fala diretamente ao meu coração.

Qualquer que seja a razão, vale a pena ouvir!
A música-título a seguir: