26 de novembro de 2011

Humpf...



Tive que reler o post "Não é o Fim do Mundo". Tive que ouvir "Already There" várias vezes.
Estou irritada e irritável. 
Perceberam que não apareci muito na net nos últimos dias né?
Aqui no meu coração estou desolada porque perdi minha cama que não tinha mais de 2 anos de uso. E antes que alguém pergunte como esqueci na estação do metrô, não foi assim!

Fui atacada pelos temidos bedbugs (percevejos de cama). Nunca ouvi falar dessa praga no Brasil, mas aqui eles são... uma praga. Imaginem pequenos insetos, às vezes menores que formigas e piolhos que fazem ninho em colchões, camas, paredes e afins. Imaginem agora que os mesmos são atraídos de seus esconderijos pelo calor do seu corpo enquanto você tá no maior (e melhor) do sono.
"Oba! Sangue latino! Que delícia!"
O inocente dorminhoco não sente nada a não ser coceira. Coça aqui, coça ali e fica pensando que é o sabonete. Pode ser a esponja também. "Já sei! É o hidrante que estou usando".
E assim vai, até que um dia se desconfia que pode ser bedbugs e se vai investigar e...

Tentando resumir todas as desaventuras da vida de Isaura, o prejuízo financeiro só tem aumentado. Mas o emocional não esta lá tão bem. Quis largar tudo aqui  e ir me esconder na minha cama em São Luís. Se eu não tiver que arcar com nenhuma despesa melhor ainda. Não é uma decisão tão difícil, mas é a certa? E se eu me arrepender tarde demais?
Então por enquanto a minha decisão é a mesma que se deve tomar quando se tem dúvidas: nenhuma.


PS: Esse post foi escrito originalmente no dia 13 de novembro. Melhorei consideravelmente de lá para cá. Como dizem, nada como um dia após o outro. Mas ainda estou dormindo em um colchão de ar no chão porque fiquei meio neurótica com esses bichos. Eles só estão esperando que eu compre um colchão novinho que eu sei. Tá bom! Senta lá.

23 de novembro de 2011

DL 2011 (Novembro): "Cuentos de Mujeres Solas"



Título: Cuentos de Mujeres Solas
Vários Autores
Prólogo: Marcela Serrano
Editora: Puncto de Lectura
Ano: 2007


A solidão das mulheres é um dos grandes temas da Literatura Universal escrita por homens e mulheres. Meninas, adolescentes, casadas, viúvas, órfãs, solteiras, com amores impossíveis ou perdas trágicas ou incompreensíveis; enfrentam em algum momento de sua vida a solidão. Esta antalogia reúne um punhado de contos inesquecíveis que retratam com implacável lucidez e melancolia, um estado psicológico que é, às vezes, um modo peculiar de vida a que as mulheres acabam acostumando-se. (Tradução livre da sinopse na contra-capa)


Eu traduziria esse título como "Contos de Mulheres Solitárias", mas literalmente seria "Contos de Mulheres Sozinhas", o lindão do Google veio com uma história de que era "Contos de Mulheres Solteiras" (humpf). Solteira não quer dizer necessariamente sozinha, Señor Gúgol! E antes que alguém diga algo, é possível ser feliz sozinho sim e fim da discussão
De qualquer forma, o tema dos contos é solidão e não, não se refere apenas às mulheres solteiras, a sinopse esclarece muito bem sobre o que vamos encontrar nesses contos.
Ah e antes que eu esqueça, esse livro foi desafio duplo: por causa do DL logicamente, mas também porque foi o primeiro livro em espanhol que li. ¡¡¡Arriba!!!

Não vou escolher um conto específico, apesar de que o primeiro e o último são os que consigo lembrar mais detalhadamente.
No primeiro, temos a jovem que está esperando o retorno do amado. O safado prometeu voltar e ela bobinha, bobinha acreditou. A gente conhece a história, né? Ela leva um tempão para perceber. ¡Muy triste!
O último, em minha opinião, é muito intricado para ser considerado um conto. Várias personagens e situações se intersectam. Mas não deixa de ser interessante e bem atual já que retrata a vida de operárias em uma cidade mexicana na fronteira com os Estados Unidos.

E então nos resta refletir: Como você definiria a solidão? Por que as mulheres sofrem mais? Solidão tem alguma relação com estar sozinho?

Relação dos contos e seus respectivos autores:
Una aventura - Sherwood Anderson
La buena gente del campo - Flannery O'Connor
Una mujer sin país - John Cheever
Tejamos, tejamos, mano enloquecida - Nuria Barrios
El ilustre amor - Manuel Mujica Lainez
El viaje de la profesora Bellini - Pedro Mairal
Devaneo y embriaguez de una muchacha - Clarice Lispector (!)
Princesa - Anton Chéjov
En el molino - Eça de Queiroz
La esfinge sin secreto - Oscar Wilde
Miss Harriet - Guy de Maupassant
Revelaciones - Katherine Mansfield
Malintzin de las maquilas - Carlos Fuentes

21 de novembro de 2011

Ao meu amor



Não vi teus olhos
Não olhei teu sorriso
Não conheço teu jeito
Não sei teu nome
Não senti teu perfume
Não sei teu endereço.

Apenas sei que estás aí
Em algum lugar
Procurando por mim
Enquanto penso em ti.

AMG, Nova York, 2009

14 de novembro de 2011

Desafio Literário 2011 (Novembro): "A República dos Corvos"

 CONTOS


 Título: República dos Corvos
Autor: José Cardoso Pires
Editora: Dom Quixote
Páginas: 220




Um dos muitos títulos de um dos mais notáveis escritores da língua portuguesa, A República dos Corvos reúne sete contos e foi publicado em 1988. José Cardoso Pires, de quem se escreveu que todos os livros são fábulas, mesmo os romances ou os ensaios, retoma a faceta de contista com que se estreara na publicação (Os Caminheiros e Outros Contos, 1949) e que por essa altura já tinha sido alvo de várias colectâneas. Aqui se incluem alguns textos escritos na década anterior, aquela em que se disse adeus à ditadura e à censura do terrorismo cultural cujos mecanismos Cardoso Pires denunciou num ensaio publicado em Londres. Um dos contos escolhidos para este A República dos Corvos é justamente "dedicado" a Salazar. Escrito na capital britânica em 1970, "Dinossauro Excelentíssimo", curiosamente, é publicado em Portugal logo em 1972. Encontrada uma editora, planeadas as precauções na distribuição, descoberta uma tipografia que aceitasse a tarefa, o livro é mesmo posto à venda e durante uma célebre discussão na Assembleia Nacional acaba a ser dado como exemplo de que há liberdade em Portugal, deixando a censura de mãos atadas. Curioso poderá ser também o facto de Cardoso Pires ter voltado a incluir o "Dinossauro" na colectânea lançada quase uma década depois do fim da ditadura, e onde, nas suas palavras, quis criar uma espécie de zoo "em que o homem se visitasse a si próprio através do animal doméstico ou familiar que ele viciou à imagem das suas corrosões e dos seus mitos." Mas há outros animais neste zoo feito "República". A começar pelos corvos de Lisboa no conto que dá título à colectânea. O corvo da trama, pertencente a uma das últimas verdadeiras tascas da capital e com pouca paciência para aturar bêbados, foi baptizado Vicente como o Santo da lenda da fundação da cidade, que precisou de dois corvos a acompanhá-lo para entrar na História como entrou. Farto das referências ao Santo, é para os lados do Tejo que o Corvo Vicente procura o sossego dos fins de tarde, percorrendo alguns dos caminhos da cidade onde Cardoso Pires não nasceu mas que retratou como poucos. Para além do "Dinossauro" e dos "Corvos", cabem ainda aqui outras aves: "Ascensão e Queda dos Porcos-Voadores"; "As Baratas"; "Lulu"; "Os Passos Perdidos - Informe sobre um Congresso"; e "O Pássaro das Vozes". Caricaturas de um tempo, de todo os tempos, de convenções e hipocrisias que não desaparecem com os regimes nem são privilégios de nenhuma classe, embora possam ter preferências. Sete contos repletos de ironias para descobrir e divertir, na mesma escrita despojada de quem em meio século de letras sempre preferiu pecar por defeito do que por excesso e exigir criatividade ao leitor em vez de o manter passivo. Enquanto ensaísta, romancista, jornalista, dramaturgo e fabulador.(Fonte: SKOOB)

Coincidência que eu tenha começado a ler esse livro no mesmo dia em que o Felipe escreveu sobre bichos falantes. Já no primeiro conto comecei a rir lembrando do post dele.
E apesar do sono que o livro me deu durante a leitura, eu gostei! Sério! Eu sabia que ela estava sendo sarcástico e mega irônico através das personagens, mas eu fiquei voando. Eu achava algumas coisas engraçadas, mas daí eu tentava fazer a conexão e ficava com sono.
Acho que isso aconteceu porque eu não tenho tantos conhecimentos assim sobre a História Portuguesa, principalmente sobre a Ditadura de Salazar. Mesmo assim é possível ter certeza de que o autor está criticando um ditador. 
O conto das Baratas é uma referência a Kafka, não é não? De qualquer forma, foi o mais nojento de todos. Foi como um Joe e as Baratas europeu. Terrível! 
O conto do Dinossauro foi praticamente uma enciclopédia. Chato, arrastado, super longo e o mais legal (desconto para o antagonismo).
Indico para quem nunca ouviu falar do autor e quer conhecer alguma coisa dele. Porque afinal Portugal não é só feito de Saramago e Eça de Queiróz.

6 de novembro de 2011

Vale a pena conferir: "Coragem de Viver"





Título: Coragem de Viver
Título Original: Soul Surfer
Gênero: Drama
Ano: 2011
Duração: 105 minutos







O filme é baseado na história real de Bethany Hamilton, uma surfista natural do Havaí, EUA.
Tenho certeza que vi o Ted surfando no filme #aviagemnamaionese. Mas sério, gente, quem é fã da Robin sabe que é impossível não fazer essa associação: Surf + Havaí = Ted Forever.
Mas deixa eu voltar ao filme que é melhor.

O que há de tão especial sobre Bethany? Aos 13 anos, ela conseguiu patrocínio para competir e um dia, enquanto ela está no intervalo de um dos treinos ela é atacada por um tubarão que arranca seu braço esquerdo. Literalmente. Bethany perdeu 60% de seu sangue e deveria ter morrido...
Mas ela não morre contrariando assim, o prognóstico médico.
O mais interessante é que no mesmo dia em que ela sai do hospital, ela quer saber quando ela vai poder entrar no mar de novo.

Para tudo! Como assim? Eu no lugar dela ficaria traumatizada provavelmente pelo resto da vida. Viveria apavorada achando que tem tubarão em todo lugar (eu já penso que tem barata e rato em todo lugar mesmo). Rá! Eu não sou ela porque afinal nem sei nadar quanto mais surfar (afundar serve? Sou expert em afundamento).
Como você reagiria e agiria no lugar de Bethany???

O mais interessante é que não acontece um milagre instântaneo e repentino para que Bethany recomece a surfar com a mesma habilidade de antes. Muito pelo contrário. Ela tem que reaprender tudo de novo! E sua família também precisa se adaptar ao novo contexto (o que vai gerar muitos conflitos).
Fiquei pasma como uma adolescente sofrendo um trauma desses não ficou fazendo drama e se autocomiserando (e eu aqui deprimida porque perdi meu laptop). Isso não significa que Bethany não questionou Deus (aham! Ela é cristã!). Ela questiona qual o propósito de Deus com tudo aquilo. Como algo bom pode vir daquela situação se tudo que ela sabe e ama na vida (o surf) se tornou algo tão difícil, praticamente impossível. Entre altos e baixos, frustrações e questionamentos, conseguimos perceber uma garota forte, decidida e de muita, muita fé.

Depois que vi o filme tentei fazer meu café da manhã sem usar meu braço esquerdo (que nem é meu dominante) e adivinha o que aconteceu? Pois é...
Uma das lições dessa história é: Será que ganhar é sempre o mais importante? E o que é ser normal?

Bethany Hamilton tornou-se uma inspiração para milhares de pessoas ao redor do mundo. Quando questionada sobre o que a motivou a não desistir sua resposta é simples, mas profunda: "Jesus Cristo."

A seguir link do trailer legendado: CORAGEM DE VIVER


PS: A trilha sonora foi uma surpresa para mim - Blessed Be Your Name; It's Your Life (Francesca Battistelli); Set the World on Fire (Britt Nicole).

PPS: Enquanto os portugueses fazem traduções extremamente literais, os brasileiros ficam inventando coisa. O filme poderia muito bem se chamar simplesmente "Alma de Surfista". Mas isso é apenas minha opinião pessoal.

PS do PS: Provavelmente essa é a resenha mais longa sobre filmes que já fiz. Só pra constar.

3 de novembro de 2011

Não é o fim do mundo... ainda


"Perdi minhas chaves no grande desconhecido
E me liga, por favor, porque não consigo achar meu celular"
[Onde foi parar meu laptop???]


Decidi que vou dizer Deus é tão bom mesmo sem ter encontrado meu laptop porque Ele é bom independente das circunstâncias e do que eu penso e do que as pessoas pensam sobre o que penso.
DEUS É BOM DEMAIS!!!
Claro que vai levar um tempinho até eu não chorar mais quando pensar sobre o assunto. E vai levar mais um tempão para eu parar de atormentar e culpar a Isaura mim mesma.


"Esse é o tipo de coisa que me deixa maluca
Esse é o tipo de coisa que está me incomodando ultimamente
No meio da minha pequena bagunça eu esqueço o quanto sou abençoada

Esse é o tipo de coisa que me aborrece
Mas tenho que confiar que você sabe exatamente o que está fazendo
Pode não ser o que eu escolheria
Mas esse é o tipo de coisa que você usa

Então me livre da impaciência
Domine minhas frustrações
Tenho uma apreciação nova
Não é o fim do mundo"





Citações: This is the Stuff, Francesca Battistelli (tradução livre a la Isaura)