10 de março de 2012

The Resignation of Eve, de Jim Henderson

Imagine que um dia todas as mulheres da sua igreja decidiram fazer uma "greve" e não vão aparecer em um determinado domingo. Todas! Desde a bebezinha até a mais idosa.
O que você acha que aconteceria? Como a igreja ficaria?

Com essa ilustração, Jim Henderson inicia seu livro, que na verdade é um apanhado de pesquisas e entrevistas com mulheres de diferentes idades, lugares (dos EUA), formação, carreiras, históricos, etc. Mulheres tão diferentes entre si, que jamais se interrelacionariam se não fosse por um único motivo: a discriminação contra a mulher que tem sido perpetuada no meio cristão.
Uma pausa antes de continuarmos: O livro trata especificamente da situação feminina no meio cristão.




Título: The Resignation of Eve*
(lançamento EUA)
Autor: Jim Henderson
Editora: Tyndale
Ano: 2012
Páginas: 320
Comprar: ChristianBook / Amazon

Site do autor
Primeiro Capítulo



In talking with women around the country, Jim Henderson has come to believe that there is an epidemic of quiet, even sad resignation among dedicated Christian women who are feeling overworked and undervalued in the church. As a result, many women are discouraged. Some, particularly young women, respond by leaving the organized church . . . or walking away from the faith altogether.

Containing personal interviews with women and new research from George Barna,
The Resignation of Eve is a field report on what women have to say about how they’ve been affected by their experiences within the church. It is crucially important because, across the board, the research shows that women are driving changes in the church . . . so what will happen if they resign?

Inviting women to speak for themselves,
The Resignation of Eve is a must-read, life-changing book for women who have been engaged in the Christian church as well as their pastors and ministry leaders.


Gosto do início quando ele enuncia as diferentes formas de resignação em inglês, então vamos ver o que nossa boa (e linda) língua portuguesa tem a nos dizer sobre isso?
De acordo com o Dicionário Priberam Da Língua Portuguesa, a palavra tem os mesmos significados da amiga inglesa: desistência; conformidade; deixar um cargo, renúncia, etc.
Vocês já conseguem acompanhar o raciocínio do autor a partir daí, não é?

O mais engraçado e irônico é que comecei e nunca terminei um post há algum tempo exatamente analisando o que realmente significa a "submissão feminina" à luz da Bíblia. Por que alguns textos são mantidos como literais enquanto outros são descartados, sendo que tratam do mesmo assunto?
A maior surpresa que tive lendo esse livro? O autor levanta o mesmo questionamento durante as entrevistas.
Confesso que tocar nesse assunto é como pisar em ovos ou até cutucar vespeiro. Cada um tem uma opinião formada e diferenciada, e na maioria das vezes, ninguém quer dar o braço a torcer. Os mais esquentadinhos vão logo citar 1 Timóteo 2:11-12: "A mulher aprenda em silêncio (...). Não permito, porém que a mulher ensine (...)". É uma ORDENANÇA de Deus, irmãzinha, por que quer desobedecer? Até aí tudo bem, já ouvi isso um milhão de vezes.
Então o autor levanta a seguinte questão: o que acontece com a passagem de  1 Coríntios 11:10-13, por exemplo? Onde fala sobre a mulher manter a cabeça coberta? Por que não é feito isso nos nossos dias? Porque era uma questão cultural, certo? E por que algumas partes da Bíblia são consideradas questões culturais e outras não?

À essa altura as minhas engrenagens mentais estavam rodando à mil e sem querer elas acabaram me levando por um Caminho de Memórias inesperado. Lembranças antigas de um relacionamento com um seminarista que me considerava "insubmissa" todas as vezes em que nossas opiniões discordavam. Esse percalço criou um debate pessoal e interno durante muito tempo posteriormente.
O tema do livro não é essencialmente sobre submissão, mas sim sobre mulheres que recebem o dom de liderança. O que acontece com elas? Elas estão erradas? Seus dons não são de Deus só porque elas nasceram sem "aquela parte" do corpo masculino?

O autor não traz respostas, mas nos faz pensar. E para um homem se levantar e escrever esse livro da forma como ele fez, eu tenho que dizer que tem minha admiração. Esse assunto é raramente tratado de forma justa, quem dirá por um homem.
Minha conclusão (e é de minha inteira e completa responsabilidade): O livro analisa os diferentes resultados de uma opressão silenciosa, impregnada em nosso meio, tida como divina e bíblica por uma tradição essencialmente machista.
Agora atirem suas pedras, digo, deixem sua opinião.


NOVIDADE: A Editora Tyndale está oferecendo UM exemplar do livro (em inglês, claro) para os leitores do blog. Para participar é simples: deixe seu comentário. Em breve, o nome do sorteado(a) vai ser divulgado. Você pode deixar quantos comentários quiser, mas será considerado válido apenas uma entrada, certo?


PS: Pena que o post não ficou pronto para sair no Dia da Mulher, mas está valendo porque esse mês é lindo porque foi quando minha mãe nasceu. Parabéns, lindona! E obrigada por ensinar seus filhos valores cristãos de igualdade.


*Tyndale House Publishers has provided me with a complimentary copy of this book.

A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.

Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.
1 Timóteo 2:11-12
A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.

Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.
1 Timóteo 2:11-12
Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.
1 Timóteo 2:1
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