27 de junho de 2012

Flame of Resistance, de Tracy Groot

Qual chama você mantém acesa em seu coração? Qual chama te impulsiona a querer mudar sua vida, a ser uma pessoa melhor? Você tem uma chama acesa dentro de você ou ela já apagou há muito tempo?

Usei a palavra "chama" apenas fazer uma relação com o título do livro, mas pode ser que tenha outro nome para aquilo que nos faz lutar por algo que acreditamos e que queremos.
No caso do livro, "Chama de Resistência" pode significar tanto essa noção da luta pela liberdade nos momentos mais aterradores da Segunda Guerra Mundial, quanto o próprio nome de um grupo dentro da Resistência Francesa.
Soa familiar? Pois é, em maio escrevi uma resenha do livro Chasing Mona Lisa, que coincidentemente possui a mesma temática de Flame of Resistance

"Aqui na França, estamos sob uma nuvem de escuridão. Qualquer coisa que tenha esperança, qualquer coisa que se mova na direção da liberdade vai atrair escuridão. Em um lugar escuro, uma pequena luz destaca-se ainda mais. Não brilhe." (p. 137)




Título: Flame of Resistance*
Autora: Tracy Groot
Editora: Tyndale
Ano: 2012
Páginas: 400



Years of Nazi occupation have stolen much from Brigitte Durand. Family. Freedom. Hope for a future, especially for a woman with a past like hers. But that changes the day American fighter pilot Tom Jaeger is shot down over occupied France. Picked up by the Resistance, Tom becomes the linchpin in their plan to infiltrate a Germans-only brothel and get critical intel out through Brigitte, a prostitute rumored to be sympathetic to the Allied cause.D-day looms and everyone knows that invasion is imminent. But so is treachery, and the life of one American pilot unexpectedly jeopardizes everything. He becomes more important than the mission to a man who cannot bear to lose another agent and to a woman who is more than just a prostitute, who finally realizes that her actions could change the course of history.


Interessante que não percebi a semelhança com a história bíblica sobre Raabe até quase o final já que quando peguei esse livro foi simplesmente por causa da sinopse. Mas se alguém não lembrar ou tiver interesse em saber quem foi Raabe, está no livro de Josué, capítulo 2. Ambas histórias retratam um período de guerra e de desespero.

A gente não sabe quase nada sobre Raabe, a não ser que ela ajudou os espias de Israel e por causa disso sua vida e de sua família foi protegida no ataque à Jericó. No caso de Brigitte, o leitor sabe os motivos que a levaram à prostituição e com isso conseguimos entender sua vergonha, opressão e dor.
Brigitte pode até ser discriminada pela sociedade, mas nada disso a impede de fazer o pouco que ela pode por aqueles que lutam pela liberdade dos franceses.
Dessa maneira, ela acaba conhecendo Tom, um aviador americano que foi abatido pelas forças alemãs, mas resgatado por franceses da Resistência. Não que os dois tenham muita escolha no que diz respeito aos planos que foram traçados, mas eles decidem fazer aquilo que eles podem através de um plano arriscado que pode ser fatal.
 Toda a tensão do enredo é construído sob a questão das traições muito comuns naquela época. Em quem confiar? Como estabelecer os contatos mais seguros? Como não colocar em risco a vida dos agentes? 

"Você resistiria. Você seria incompatível. Você lutaria para fazer as coisas voltarem a ser como eram, mesmo se essas coisas não fossem perfeitas. Você saberia que elas eram muito melhor que isto. E você viria a amar seu país, mesmo que você não amasse antes ou não soubesse que o amava." (p.117)

Não sei se essa minha sede por leituras ficcionais históricas é passageira, mas sem dúvida, é muito bom ter acesso a livros que nos fazem mergulhar nos meandros daquilo que não aprendemos na escola. E sei que já disse isso antes, mas sempre vale a pena repetir: A história oficial não faz ideia do quanto é mentirosa. Ou talvez faça, mas não possa fazer nada a respeito. 

Tenho que ressaltar que a Tyndale fez um ótimo trabalho. O tamanho da fonte está perfeito, viu Zondervan? E pra quem gosta desses detalhes: a capa tem relação com a história; o papel é reciclado; o livro é leve e fácil de manejar; e a autora respondeu meu recado no facebook!

Nunca tinha ouvido falar de Tracy Groot até pegar esse livro. E me interessei pelos outros livros dela. Para a lista (em inglês), clique AQUI.


*Tyndale House Publishers has provided me with a complimentary copy of this book.
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