4 de julho de 2012

Wildflowers from Winter, de Katie Ganshert

 Toda essa dor
Me questiono se vou conseguir encontrar meu caminho
Me pergunto se minha vida poderia realmente mudar de verdade
Toda essa terra
Tudo que foi perdido pode de alguma forma ser encontrado?
Pode um jardim surgir desse solo?

"Quanto mais rigoroso for o inverno, mais flores vão surgir na primavera."
De acordo com o livro essa ideia é verdadeira no sentindo de quanto mais neve cai, mais flores nascem. Eu não sabia disso. Assim como eu não sabia exatamente o que eram wildflowers, a não ser o título do último livro da série Glenbrooke da, claro, Robin Jones Gunn. 
E parece que essas flores são as que conhecemos como "flores do campo". Não que eu saiba identificar alguma por aí, mas eu gosto de saber exatamente do que se trata, porque às vezes a gente consegue entender um livro muito melhor prestando atenção a esses detalhes.


Título: Wildflowers from Winter*
Autora: Katie Ganshert
Editora:Waterbrook Press
Ano: 2012
Páginas: 310



A young architect at a prestigious Chicago firm, Bethany Quinn has built a life far removed from her trailer park teen years. Until an interruption from her estranged mother reveals that tragedy has struck in her hometown and a reluctant Bethany is called back to rural Iowa. Determined to pay her respects while avoiding any emotional entanglements, she vows not to stay long. But the unexpected inheritance of farmland and a startling turn of events in Chicago forces Bethany to come up with a new plan.
Handsome farmhand Evan Price has taken care of the Quinn farm for years. So when Bethany is left the land, he must fight her decisions to realize his dreams. But even as he disagrees with Bethany’s vision, Evan feels drawn to her and the pain she keeps so carefully locked away.
For Bethany, making peace with her past and the God of her childhood doesn’t seem like the path to freedom. Is letting go the only way to new life, love and a peace she’s not even sure exists?

 Tu fazes coisas belas
Tu fazes coisas belas do pó
Tu fazes coisas belas
Tu fazes coisas belas de nós
Ao redor
Esperança está surgindo desse solo envelhecido
Do caos, vida está sendo encontrada em Ti
Tu me fazes novo
Tu estás me fazendo novo**

O prólogo já vem com uma "pancada" em primeira pessoa, uma menina de 12 anos tenta se matar.
O primeiro capítulo pula pra quase 20 anos no futuro. E eu soube bem ali que eu: 1) iria gostar da história; 2) iria chorar, ou pelo menos, sofrer junto com os personagens; e 3) iria guardar o livro comigo com muito amor e carinho para reler no futuro.
E a história se encaixa tão bem que a gente até duvida que essa seja a estreia dessa autora (acho que algumas pessoas já nascem escrevendo mesmo). O livro vem com pelo menos mais dois capítulos em primeira pessoa e o restante em terceira, sendo que às vezes temos mais dois pontos de vistas, da Robin (amiga de infância da Bethany) e de Evan (o fazendeiro gato que ganha do Quinn da série O'Malley). Falando nisso, o sobrenome da Bethany é Quinn também, será que eles são parentes? Montana não é tão longe assim de Iowa, ou é? Além do mais, Bethany trabalha e mora em... Chicago!
Voltando pra cá, a maior parte da história se passa em Peaks, uma cidadezinha rural e fictícia do estado de Iowa.
Se vocês estão imaginando fazendas e mais fazendas, vacas, bois, cabras, mulas, etc; é por aí mesmo. Pode torcer o nariz mesmo se não gostam daquele cheiro básico dos cavalos. Olha que até gosto deles, mas o cheiro não é um dos meus favoritos.
Mas sim, temos que falar sobre nossa protagonista Bethany, a garota da cidadezinha que foi embora para a cidade grande e não quis saber mais do passado até que ela é forçada a voltar dez anos depois.
No início não é fácil entender a antipatia que Bethany sente pelo lugar, pela própria mãe e o pastor da igreja da mesma. Mas quando as peças começam a se encaixar, quando a gente começa a conhecer mais detalhes, a gente consegue entender toda a amargura e dor que a protagonista guardou dentro de si por tantos anos.
E é exatamente sobre isso que o livro trata: amor, perdão, dor, mágoas, tristeza. luto, perdas.

É possível recuperar normalidade depois de uma perda dolorosa? É possível quebrar as barreiras impostas por falsos cristãos e encontrar o único e verdadeiro Deus?

Para acessar o site da autora e ler o primeiro capítulo do livro (em inglês), clique AQUI.

**Música: Beautiful Things - Gungor. (Uma historinha: ouvi essa música pela primeira vez na igreja há uns dois domingos atrás. Enquanto escrevia o rascunho desse post eu já tinha escolhido outras três músicas da minha playlist, mas quando abri o site da autora encontrei o vídeo dessa música como inspiração para a mesma. Não pensei duas vezes em mudar. Gosto quando essas coincidências-coisas-de-Deus acontecem).

Não esqueça de deixar sua nota abaixo (seu email é automaticamente cadastrado para sorteio no site da editora):

*Recebi este livro gratuitamente da WaterBrook Multnomah Publishing Group para esta resenha.
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