29 de agosto de 2012

Running for my Life, de Lopez Lomong

 Quando o difícil se torna impossível



Título: Running for my Life*
Autor: Lopez Lomong
Editora: Thomas Nelson
Ano: 2012
Páginas: 240


A inspiradora história real de Lopez Lomong, um menino perdido sudanês que realizou seu sonho de se tornar um cidadão americano e um atleta olímpico.

Ele foi sequestrado. Ele apanhou. E quase foi forçado a tornar-se um menino-soldado em seu país natal assolado pela guerra, o Sudão. Mas ele escapou à noite, correu por três dias e chegou a um campo de refugiados no Quênia. Ele nunca teve um par de sapatos. Ele nunca teve uma caneta ou papel e fazia suas atividades escolares na poeira com os dedos. Sua infância foi a luta diária de um órfão, e todos os dias ele corria dezoito milhas ao redor do campo apenas para jogar futebol.
Nem em seus maiores sonhos, Lopez Lomong podia imaginar que a Nike seria um dia seu patrocinador oficial, que ele se formaria na faculdade e que ele representaria seu novo lar e carregaria a bandeira americana nas Olimpíadas.
Running for My Life é a pungente história de perda, superação, triunfo e redenção de Lopez Lomong. É a uma-só-vez-na-vida história de um garoto sudanês que se tornou um cidadão americano e atleta olímpico. Sua vida é uma imagem poderosa do fato de que podemos superar, que o que parece longe do nosso alcance pode estar perto se acreditarmos e somente tentarmos.
Uma história de fé e uma história que captura o melhor da humanidade, Running for My Life vai prender seu coração e inspirar esperança nos que escutarem em todo lugar.


Felipe escreveu sobre viver na ignorância e ele tem um ponto válido, mas será que isso é realmente possível? Viver na mais completa e absoluta ignorância?
Creio que nessa era em que as informações simplesmente voam virtualmente em questão de segundos, é algo ABSOLUTAMENTE impossível. A não ser que eu cancele a internet e jogue a TV no lixo (o povo aqui joga TV boa no lixo). Mas outros passos são necessários para efetuar essa façanha: é melhor que eu não trabalhe com outras pessoas senão sempre tem alguém para fofocar sobre: 1) A celebridade que acabou de se divorciar; 2) A roupa que a amiga da tia da vizinha da Fulana estava usando na festa de casamento do filho da irmã do sobrinho da cunhada do Beltrano; 3) Quantas mortes apareceram no Bandeira 2 (ainda existe?) de manhã cedo; 4) Quantos quilos o Cicrano perdeu utilizando Herbalife; e 5) Quem ganhou o campeonato de porrinha na rua de baixo (ou de cima).

Meu ponto é esse mesmo: Informação, informação e mais informação. O filtro do meu antivírus mental não aguenta o excesso de dados e começa a falhar. Eu começo a falhar e falar asneira. Eu não sinto mais nada porque não posso fazer nada pelas crianças desnutridas do sertão nordestino e das favelas.
Falhei como ser humano e decido me mudar para a ilha do Náufrago e fazer companhia para o Wilson, tadinho, ele é que é feliz e não sabe.

Aí eu me deparo com um livro com uma biografia escrita em um estilo bem simples, mas com uma história que me fez pensar (sim, pelo menos ainda temos a liberdade de fazer isso). E pronto, simplesmente não dá mesmo pra viver sem saber o que está acontecendo ao meu redor e do outro lado do mundo.
De repente aquele vestido e sapatos novos que vi na loja não parecem mais tão importantes.
O fato de eu estar comendo frango pela vigésima vez na mesma semana deixa de incomodar.
De repente não consigo mais deixar aquele restinho de arroz e feijão no prato sem me sentir culpada.
Minha cabeça se enche de imagens.
Imagens de crianças vivendo com racionamento de alimentos e água em um campo de refugiados do Quênia.
Imagens da felicidade que o lixo semanal proporciona porque é a única forma que eles tem de comer algo diferente, aproveitando os restos de outras pessoas.
De repente aquele sonho de ter uma casa e uma carro parece nada comparado com o sonho de uma criança africana.
O sonho de retornar para sua família da qual ele foi sequestrado. O sonho de estudar em uma escola de verdade e ter um caderno e lápis para não escrever mais no chão de terra. O sonho de ter uma bola de futebol.

Quer dizer, na vida de Lomong o que já era difícil se tornou impossível e ele poderia muito bem ter se tornado um revoltado, amargurado, cheio de ódio. Ele poderia ter se tornando apático e sem vida. Ele poderia ter feito qualquer outra coisa, menos sonhar. Diante de suas circunstâncias, sonhar foi tudo que lhe restou.
A história de Lopez Lomong é a de muitas outras crianças no Sudão, na Ruanda, em todo lugar. A diferença se fez no momento em que uma oportunidade apareceu e ele a aproveitou. Contra todas as probabilidades, Lomong não apenas encontrou um lar, mas fez de seu passatempo a sua porta de entrada no esporte e consequentemente em sua carreira e mudança de vida. 
Infelizmente, a oportunidade que Lomong teve não aparece o tempo todo para todos. Mas nem por isso eu deixei de me perguntar: O que estou fazendo com as oportunidades que aparecem para mim? Talvez a minha oportunidade não é a de me tornar uma atleta, ou cidadã americana, ou ter um salário estratosférico; mesmo assim, o que tenho feito com as minhas oportunidades? E vocês?

E agora que tenho visto, sou responsável.
Fé sem obras é morta.


*Recebi esse livro gratuitamente através do Programa BookSneeze®  especificamente para esta resenha.

27 de agosto de 2012

Thinner (A Maldição do Cigano)

TERROR / HORROR / SOBRENATURAL




Título: Thinner
Autor: Stephen King escrevendo como Richard Bachman
Editora: Penguin
Lançamento: 1984
Edição lida: 2009


When an old gypsy man curses Billy Halleck for sideswiping his daughter, six weeks later he's ninety-three pounds lighter. Now Billy is terrified. And desperate enough for one last gamble... that will lead him to a nightmare showdown with the forces of evil melting his flesh away.


[Gente, não desisti do NaNoWriMo, mas depois do post sem noção da Isaura eu tinha que vir aqui. Ignorem essa maluca!]

Esse livro não me assustou. Me deixou preocupada como iria acabar sim, mas susto mesmo eu não tive.
É tão diferente ler os livros do King sob um olhar adulto agora. Definitivamente vou reler os meus preferidos da adolescência e checar se vou sentir a mesma coisa (provavelmente não).
Para quem já é acostumado com a narrativa do Stephen King não vai achar tanta diferença assim: suspense psicológico super forte misturado com sobrenatural.

Se há algo que Thinner vem confirmar (e pra entender a tradução do título para o português) é a má reputação dos ciganos ao redor do mundo. Não sei se tudo que falam é realmente verdadeiro, mas nunca vi ninguém falando bem de ciganos, a não ser na novela da Glória Perez, Explode Coração. Ah, e tem aquele filme super triste e cheio de bobiça com o Johnny Depp e a Christina Ricci, The Man Who Cried (Por que Choram os Homens).
O certo é que o povo diz um monte de coisa (ruim) sobre os ciganos, especialmente para assustar crianças.

Claro que Bill, um americano branco de classe média alta, não seria diferente. E para não se sentir culpado pelo acidente, ele culpa os ciganos por terem vindo para sua cidade, ele culpa a cigana idosa por não ter atravessado na faixa de pedestres, ele culpa sua esposa por [CENSURADO]. Com isso, sua maior raiva acaba sendo direcionada aos que estavam envolvidos na situação, mesmo que indiretamente.
O ciclo de ação-consequência-ação se forma, enquanto isso Bill não sabe o que fazer com o peso que ele está perdendo sem fazer nenhum tipo de dieta. Lentamente.

Como a história acaba? Bill vai conseguir reverter a maldição do cigano?

O final é bem naquele estilo "kinguiano", termina no meio de uma ação e você fica com cara de O.o.

Até a próxima leitura (ou tema)

25 de agosto de 2012

Dicas de beleza da Isaura #1

Ela está ali desesperada, arrancando os cabelos na frente do computador. Pior é quando ela começa a falar sozinha. Alguma coisa sobre apenas alguns dias e não estar conseguindo alcançar a cota de palavras.
Daí ela grita comigo e com quem estiver por perto
Agora ela está repetindo 33 mil, 33 mil.
Saí de perto, ficou me chantageando e agora me ameaçando para que eu escreva algo no blog, para que seus leitores não se sintam abandonados.
Na hora de ficar curtindo com a minha cara ela não lembra disso.

Escolhi meu assunto mais "despreferido" de todos os tempos: Dicas de beleza.

ROSTO: Lave com água e sabão todos os dias. (sabão de coco é neutro, mas serve qualquer um em pedra [ou sabonete]. Só não vão lavar a cara com sabão em pó e depois me processar).

CABELO: Cabelo que dá trabalho é só mandar cortar. Melhor ainda, raspa logo e pronto. Você vai economizar MUITO dinheiro.

PELE: Para hidratar é só usar óleo de peroba mamona ou qualquer outro tipo de óleo vegetal. Até o de cozinha serve.

Depois me digam os resultados, viu?

Assinado: ISAURA

17 de agosto de 2012

Long Lankin, de Lindsey Barraclough

TERROR / HORROR / SOBRENATURAL




Título: Long Lankin
Autora: Lindsey Barraclough [como pronuncia?]
Editora: Random House
Ano: 2011
Páginas: 455 [Oo]


 Beware of Long Lankin, that lives in the moss. . . .When Cora and her younger sister, Mimi, are sent to stay with their elderly aunt in the isolated village of Byers Guerdon, they receive a less than warm welcome. Auntie Ida is eccentric and rigid, and the girls are desperate to go back to London. But what they don't know is that their aunt's life was devastated the last time two young sisters were at Guerdon Hall, and she is determined to protect her nieces from an evil that has lain hidden for years. Along with Roger and Peter, two village boys, Cora must uncover the horrifying truth that has held Bryers Guerdon in its dark grip for centuries -- before it's too late for little Mimi. Riveting and intensely atmospheric, this stunning debut will hold readers in its spell long after the last page is turned.

É, geralmente eu fico vários dias pensando sobre os livros de terror que leio (quando leio), mas nesse caso eu já estava era cansada de tão, tão longo que Long Lankin é. Tá certo que algumas partes são imprescindíveis, mas certas coisas não adicionaram nada à história, como por exemplo quando eles estão tomando sorvete. Nada acontece por causa daquele momento, a não ser que Cora estivesse pensando em como era legal ter uma família "normal".

Agora, pegue uma cidade do interior da Inglaterra em 1958, uma casa isolada em uma colina, uma igreja semi-abandonada, um cemitério e superstições. Adicione crianças como protagonistas e, voilá, você tem o enredo de Long Lankin.
E para aqueles que acham que é apenas no Brasil que as histórias e canções infantis são assustadoras, a cantiga sobre Long Lankin (versões encontradas na Escócia, Inglaterra e Estados Unidos) prova o contrário. É tão aterrorizante para as crianças quanto a Cuca, o Saci e o boi da cara preta.
As versões variam, mas é sobre o assassinato de uma mulher e seu filho bebê, cometido por um homem, ou um demônio, ou um monstro.
No livro a autora decidiu ficar com a versão de que Lankin era um homem muito alto que sofria de lepra, e após cometer o assassinato do bebê com a ajuda da ama do mesmo, considerada uma bruxa, ele foi enforcado depois que a bruxa-ama foi queimada na fogueira. Um padre decide dar um enterro "decente" a Lankin, mas acaba lhe proporcionando a imortalidade sem saber. Com isso, ao longo das décadas, Lankin precisa de crianças pequenas para continuar sobrevivendo.

Cora precisa salvar sua irmãzinha Mimi, já que Lankin começou a caçá-la. O problema é que ela não faz ideia do que realmente está acontecendo e sua tia que sabe a verdade não parece muito disposta a esclarecer nada.  
Será que Mimi vai se tornar mais uma das muitas vítimas de Long Lankin ou Cora vai descobrir a verdade a tempo de salvá-la?

"Meu senhor disse à minha senhora ao montar em seu cavalo
'Tenha cuidado com Long Lankin que vive no musgo'
(...)
Que todas as portas sejam trancadas e todas as janelas parafusadas
E não deixe nem mesmo um buraco para um rato passar
(...)
Vamos afinetá-lo, vamos alfinetá-lo por todo o corpo com uma agulha
(...)
Então ele o alfinetou, ele o alfinetou por todo o corpo com uma agulha
E a ama segurou a bacia para que o sangue caísse dentro
(...)
Aqui tem sangue na cozinha, aqui tem sangue no corredor
Aqui tem sangue nas escadas onde minha senhora caiu."
(Tradução livre de trecho da canção)

Eu hein, prefiro o boi da cara preta, me assusta bem menos que isso aí. 
E vocês, já ouviram falar sobre Lankin? Qual canção infantil assustadora vocês costumavam cantar e/ou ouvir?

Até a próxima leitura!

11 de agosto de 2012

As Pequenas Coisas*

Simplicidade.
Gosto dessa palavra, do seu significado e do que ela representa. Porém, a simplicidade corre risco de extinção, talvez não dos dicionários, mas definitivamente das nossas vidas.
Viver em nosso século, é viver no mundo da correria, do instantâneo e do descartável.
“Não tenho tempo”, é o que mais sai de nossos lábios.
Viver em Nova York – assim como em qualquer outra cidade grande do mundo – nos transforma porque estamos sempre correndo.
Correndo de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Correndo contra o relógio. Correndo (e empurrando) para pegar o metrô. Correndo, correndo, correndo sem tempo.
Sem mencionar o mal humor que apossa-se de nós já nas primeiras horas da manhã, entre tantas outras coisas.

Mas, um dia, entre tantas faces desconhecidas que vejo na minha correria diária, a dela me chamou a atenção, me fez olhar pela segunda vez.
Ela, uma desconhecida esperando por um táxi. Eu, uma estranha que se aproximou.
As lágrimas que caíam dos olhos daquela jovem me prenderam e tive que fazer a pergunta rasa, “Você está bem?”
Surpresa e honestidade em sua resposta, “Não.”
De repente, meus braços estavam ao redor dela. Um abraço rápido e silencioso, porém verdadeiro.
O que eu poderia ter dito?
Nada. Eu não a conhecia e não fazia ideia de qual seria o problema.
O que eu tinha a oferecer?
Apenas um abraço simples (talvez insignificante para alguns), uma coisa pequena.
Agora éramos duas desconhecidas surpresas por causa do que tinha acabado de acontecer.
“Eu realmente estou tendo um dia ruim.” Ela disse, enxugando as lágrimas. “De onde te conheço?”
Eu sorri, “Eu nunca te vi antes.”
Mais surpresa em seu rosto, “Você parece tão familiar.”
Um táxi finalmente parou e ela agradeceu. Eu disse que Deus a abençoasse. Depois percebi que eu não tinha perguntado seu nome. 

Voltei a caminhar e comecei a orar por ela. E foi quando aquela sensação de leveza me invadiu.
A jovem desconhecida era quem estava enfrentando um dia difícil, mas fui eu que aprendi uma lição e me senti confortada.
Aprendi que, às vezes é bom diminuir o ritmo e olhar ao redor porque Deus manifesta-se nas pequenas coisas da vida. Com simplicidade.

Por que demoramos tanto para perceber?



*Crônica originalmente publicada na edição n° 249 do Jornal O Mensageiro 7.

6 de agosto de 2012

Don't Ever Get Old, de Daniel Friedman

Honestamente, o blogger é cheio de umas doideras que eu nunca entendo (isso se chama implicância). Eu estava com a metade dessa resenha digitada, mas quando fui terminar de escrever, cadê o rascunho?????
Vou acabar quebrando meu computador (ou minha mão) por causa da raiva que isso me dá. Assim não pode, assim não dá!
Blogger, seu ladrão, devolve meu rascunho, tá?



Título: Don't Ever Get Old*
Autor: Daniel Friedman
Editora: St. Martin's Press
Ano: 2012
Páginas:304



When Buck Schatz, senior citizen and retired Memphis cop, learns that an old adversary may have escaped Germany with a fortune in stolen gold, Buck decides to hunt down the fugitive and claim the loot. But a lot of people want a piece of the stolen treasure, and Buck’s investigation quickly attracts unfriendly attention from a very motley (and murderous) crew.


Nunca envelheça é um título que por si só já chama atenção. Pensei que seria um desses suspenses médicos onde o povo faz experiências bizarras com idosos para que eles vivam para sempre, ou quase. (Vide: Life Support, de Tess Gerritsen). 
Que nada! Foi bem mais diferente ainda...

Se existe algo na literatura que me chama atenção são os protagonistas improváveis e inesperados. Quem diria que um vovó de 87 (quase 88) anos se meteria em tantas confusões quando tudo que ele quer é ficar em casa, vendo TV e fumando seus cigarros Lucky Strikes (eca. eca).
Lógico que Buck Schatz tem uma história: veterano da Segunda Guerra Mundial e detetive aposentado da polícia de Memphis que sempre foi durão, mas cuja marcas principais (eu acho) são a atitude rabugenta e a língua afiada.
"Eu me importo com as pessoas, só não gosto delas."
Como Buck conseguiu manter um casamento de mais de 60 anos com Rose é algo interessante, ela é tão maluca quanto ele. Eu achei esse aspecto da vida do personagem bem emocionante e fofo. O velho é super... não sei bem como definí-lo, acho que durão, mas quando o assunto é defender sua família ele não mede consequências e faz de tudo para protegê-la. Até mesmo uma viagem interestadual em um carro tão velho quanto ele.
O fio condutor da história é a caça a um suposto tesouro pertencente a um nazista que Buck conheceu pessoalmente durante a guerra. Paralelamente, temos um assassino extremamente cruel à solta, matando pessoas ligadas a Buck e seu neto, Tequila.

O que senti falta foi mais clareza quanto ao que realmente aconteceu com o filho de Buck, ele morreu de "morte morrida ou morte matada"? Eu pensei que seria esclarecido, já que isso era algo que marcava todas as emoções do personagem durante a trama.
A revelação de quem era o assassino foi surpresa para Buck e pra mim também, eu cheguei a desconfiar até de membros da família dele menos de quem realmente era o assassino. O elemento surpresa foi legal, mas o livro meio que acaba beirando o surreal ao fazer com que o velhinho frágil (fisicamente) sobreviva a tanta coisa.
E as "brigas" que Buck trava com a tecnologia atual rendem as partes mais engraçadas: 
"Eu lembro do tempo quando o único 'Google' era o som que um cara fazia quando você lhe dava um soco na garganta."
No fim, Buck se rende ao inevitável: o envelhecimento e a impossibilidade de cuidar de si mesmo e de sua esposa como antes. E não é esse o destino de todos nós se não morremos jovens?


*Recebi este ebook gratuitamente através do programa NetGalley.