6 de agosto de 2012

Don't Ever Get Old, de Daniel Friedman

Honestamente, o blogger é cheio de umas doideras que eu nunca entendo (isso se chama implicância). Eu estava com a metade dessa resenha digitada, mas quando fui terminar de escrever, cadê o rascunho?????
Vou acabar quebrando meu computador (ou minha mão) por causa da raiva que isso me dá. Assim não pode, assim não dá!
Blogger, seu ladrão, devolve meu rascunho, tá?



Título: Don't Ever Get Old*
Autor: Daniel Friedman
Editora: St. Martin's Press
Ano: 2012
Páginas:304



When Buck Schatz, senior citizen and retired Memphis cop, learns that an old adversary may have escaped Germany with a fortune in stolen gold, Buck decides to hunt down the fugitive and claim the loot. But a lot of people want a piece of the stolen treasure, and Buck’s investigation quickly attracts unfriendly attention from a very motley (and murderous) crew.


Nunca envelheça é um título que por si só já chama atenção. Pensei que seria um desses suspenses médicos onde o povo faz experiências bizarras com idosos para que eles vivam para sempre, ou quase. (Vide: Life Support, de Tess Gerritsen). 
Que nada! Foi bem mais diferente ainda...

Se existe algo na literatura que me chama atenção são os protagonistas improváveis e inesperados. Quem diria que um vovó de 87 (quase 88) anos se meteria em tantas confusões quando tudo que ele quer é ficar em casa, vendo TV e fumando seus cigarros Lucky Strikes (eca. eca).
Lógico que Buck Schatz tem uma história: veterano da Segunda Guerra Mundial e detetive aposentado da polícia de Memphis que sempre foi durão, mas cuja marcas principais (eu acho) são a atitude rabugenta e a língua afiada.
"Eu me importo com as pessoas, só não gosto delas."
Como Buck conseguiu manter um casamento de mais de 60 anos com Rose é algo interessante, ela é tão maluca quanto ele. Eu achei esse aspecto da vida do personagem bem emocionante e fofo. O velho é super... não sei bem como definí-lo, acho que durão, mas quando o assunto é defender sua família ele não mede consequências e faz de tudo para protegê-la. Até mesmo uma viagem interestadual em um carro tão velho quanto ele.
O fio condutor da história é a caça a um suposto tesouro pertencente a um nazista que Buck conheceu pessoalmente durante a guerra. Paralelamente, temos um assassino extremamente cruel à solta, matando pessoas ligadas a Buck e seu neto, Tequila.

O que senti falta foi mais clareza quanto ao que realmente aconteceu com o filho de Buck, ele morreu de "morte morrida ou morte matada"? Eu pensei que seria esclarecido, já que isso era algo que marcava todas as emoções do personagem durante a trama.
A revelação de quem era o assassino foi surpresa para Buck e pra mim também, eu cheguei a desconfiar até de membros da família dele menos de quem realmente era o assassino. O elemento surpresa foi legal, mas o livro meio que acaba beirando o surreal ao fazer com que o velhinho frágil (fisicamente) sobreviva a tanta coisa.
E as "brigas" que Buck trava com a tecnologia atual rendem as partes mais engraçadas: 
"Eu lembro do tempo quando o único 'Google' era o som que um cara fazia quando você lhe dava um soco na garganta."
No fim, Buck se rende ao inevitável: o envelhecimento e a impossibilidade de cuidar de si mesmo e de sua esposa como antes. E não é esse o destino de todos nós se não morremos jovens?


*Recebi este ebook gratuitamente através do programa NetGalley.
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