18 de fevereiro de 2013

Quando a coadjuvante me deu um tapa na cara

O sonho de Molly é ser mãe. Ela é capaz de pagar o preço pra que esse sonho se realize, mesmo que seja milhares de dólares para tratamento in vitro.
Mas Molly não conseguiu engravidar ainda...
Não sei se na cabeça dela ela reclama com Deus sobre isso, mas nas atitudes a gente não consegue perceber nem um pingo de... ressentimento.

Eu estava ressentida e reclamando com Deus que uma pessoa tinha conseguido algo (que é o que eu também quero) de forma errada.
Hello, Senhor, tô tentando fazer tudo direitnho aqui e eu não recebo aquilo que eu quero, enquanto o Fulano ali conseguiu fazendo de forma errada. 
Ressentida.
E Molly me deu um tapa na cara.
Quem ela pensa que é? Nem é a protagonista do livro, então como ousa...
Talvez... espera... o que foi?
Ah sim, verdade, você deu um cutucão na minha ferida.
A gente não vê Molly reclamando, mesmo tendo certeza que deve tá doendo muito ver sua amiga (senhora vou-beber-pra-esquecer-meus-problemas) conseguindo aquilo que ela mais quer sem nem tentar.

Levar um tapa dói. Querer algo que nunca chega dói. Ter inveja e ressentimento também doem, e trazem vergonha. Faz a minha máscara de "estou feliz por você" cair. Faz meu mundo desmoronar. Me faz ter que ajoelhar e juntar os cacos do meu coração que não consegue ser agradecido pelo que já tem, mesmo que aquilo que mais desejo nunca chegue.
Obrigada, Molly. O tapa doeu, mas obrigada mesmo assim, por me fazer lembrar que ter um coração grato é mil vezes melhor do que um amargurado. E que amargura nos deixa feios e cheios de rugas. Valeu mesmo, mulher! E estou torcendo por você e seu marido. Quero acreditar que vocês tiveram um final feliz!


Título: Walking on Broken Glass
Autora: Christa Allan
Editora: Abingdon Press
Ano: 2010
Páginas: 352
Histórico: Skoob
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Already sloshed from one-too-many drinks at a faculty party, Leah Thornton cruises the supermarket aisles in search of something tasty to enhance her Starbucks-Kahlua, for example. Two confrontations later-one at the grocery store and the other with her friend Molly-Leah is sitting in the office of the local rehab center facing an admissions counselor who fails to understand the most basic things, like the fact that apple juice is not a suitable cocktail mixer. Rehab is no picnic, and being forced to experience and deal with the reality of her life isn't Leah's idea of fun. But through the battle she finds a reservoir of courage she never knew she had, and the loving arms of a God she never quite believed existed.
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