24 de maio de 2013

Com todo respeito, mas...


Título: All Due Respect*
Autora: Vicki Hinze
Editora: Bell Bridge Books
Ano: 2012
Páginas: 258
Comprar: Amazon


Uma professora de primeira série de Grace, Alabama, pode parar um grupo terrorista de finalizar sua missão mortal?
Ela pode confiar em seu próprio coração novamente?
A ex-cientista das Forças Aéreas, Dra Julia Warner-Hyde teve que fugir e se esconder três anos atrás para escapar de seu ex-marido abusivo. Sua vida nova como uma professora de uma cidadezinha é segura e pacífica até o dia em que seu antigo companheiro de laboratório, Dr. Seth Holt aparece.
Terrosristas roubaram o sistema de mísseis que Seth e Julia projetaram e eles decididamente planejam usá-lo. Seth precisa da ajuda de Julia para achar, ser mais esperto e pará-los, mas ambos não se separaram de forma amigável. Ele não sabe que Julia tem um inimigo secreto que pode matá-los. Ela pode lutar contra esse perigo e os terroristas sem precisar contar a verdade para Seth? Como ela pode recusar tentar com milhões de vidas em risco? 


Apenas com as informações acima, como você classificaria esse livro? Você acha que a classificação de um livro em gêneros é importante? Por quê?
Gostaria de começar com essas perguntas porque, confesso, que me senti enganada com esse livro.
Deixa eu explicar melhor. Já li dois livros da autora antes e gostei bastante (mais de um do que do outro, mesmo assim gostei do estilo). Essa foi a primeira razão pela qual eu me interessei por esse ebook. A segunda razão é que ele estava listado em dos gêneros que gosto de ler, literatura cristã. Uma coisa levou à outra.

Porém, sabe quando você inicia a leitura de um livro e parece que não é o mesmo autor que você já conhece que escreveu? Até aí tudo bem, eu não me importaria com isso porque, na verdade, acho muito legal quando qualquer autor consegue escrever de formas diferentes e não fica preso à mesma "receita" com a qual ele já está acostumado (cof, Sparks, cof). 
Mas foram as palavras que começaram a surgir no texto que passaram a me incomodar. De novo, eu não me importaria porque leio gêneros diferentes, já li livros que os personagens xingavam praticamente a cada duas linhas. Só que o GRANDE incômodo foi que esse livros com xingamentos não estão classificados como literatura cristã.
Isso não quer dizer que cristãos não xingam, MAS quando eu pego um livro desse gênero existe uma razão: quero ler algo que seja inspirativo na minha vida espiritual e não um monte de xingamento que já escuto todo dia.

Se All Due Respect estivesse classifcado apenas como suspense romântico, eu teria me relacionado com ele melhor, eu teria aceitado as "bocas sujas" também, porque eu não teria tido as expectativas que sempre tenho quando leio um livro cristão. 
Não sei se estou conseguindo me explicar bem. Não vejo problema com o autor que escreve literatura cristã e não-cristã ao mesmo tempo, meu problema foi apenas com a classificação feita. Tenho certeza que o livro ganharia um público-alvo muito maior se a editora tivesse classificado o livro pelo o que ele realmente é: apenas um suspense (quase romântico).

E gente, Julia é uma cientista do governo! Como assim ela vem dizer que não sabia que alguns maridos batem na esposa? Por mais que os pais dela a protegessem, por mais ingênua e inocente que ela fosse, mesmo assim, ela não vivia na bolha do Jimmy. Sério, isso foi um grande furo na história.

Enfim, o suspense foi bom, mas com todo respeito o livro não me cativou nem me convenceu muito.



*Recebi este ebook gratuitamente através do programa NetGalley exclusivamente para esta resenha.


15 de maio de 2013

Mudança fail: a saga continua

Há dois anos atrás, eu e as meninas que moram comigo encontramos o apartamento quase perfeito: mais espaço, aluguel mais barato (veja AQUI). Não era exatamente uma cobertura com suíte e cinco quartos, mas era adequado, aconchegante, no térreo, como eu disse, quase perfeito. Achei que finalmente tinha encontrado o lugar do qual só sairia quando eu me casasse ou comprasse minha casa.

HAHAHAHAHAHA

Até que algumas semanas atrás a dona do prédio (Mrs. Murphy) pediu o apê de volta. A gente achou que ela estivesse miguelando, querendo alugar mais caro pra outra pessoa, etc, porém não, ela realmente não tem mais onde morar e precisa do nosso lugarzinho. 

Lá fomos nós à procura de outro local e nos deparamos com preços exorbitantes (inflação de mais de 200%, O.o), isso porque o nosso bairro nem é em Manhattan onde uma caixa de sapato custa $1000 e um APERtamento custa mais de $3000!!! Sim, isso mesmo, por mês!
Os bairros mais baratos são aqueles lá onde o vento faz a curva que é o mesmo lugar onde o Judas perdeu as botas.
Primeiro dilema foi o que pesaria mais: pagar o dobro ou viajar mais de 1h pra chegar ao trabalho?

Enfim, decidimos pagar o dobro e mudarmos para o terceiro andar (sem elevador) no mesmo prédio. 
E isso me levou ao dilema número 2: tenho mais livros do que consigo carregar escada acima. Quais manter e de quais me desfazer? 

Enquanto isso, preciso de repouso porque nessa batalha chamada mudança, eu sempre levo a pior (hematomas de novo e corpo com sensação de dengue).

Agora entendo porque algumas mulheres querem um marido rico =P