24 de julho de 2013

Te vira nos 30: 118 dias

Não, hoje não vou reclamar. Só quero compartilhar mais uma música da trilha sonora "dos 30".
Mas antes, queria pensar um pouco sobre como eu achava que à medida que a gente envelhecia, amadurecia, crescia, os sentimentos fossem tornando-se completamente diferentes... Enfim, se alguém que está passando, ou já passou, por essas mudanças "drásticas" de idade, mas que por dentro se sente diferente de mim, FALE AGORA OU CALE-SE PARA SEMPRE!

Espera, mas não era exatamente sobre isso que queria falar. Eu queria falar sobre o desânimo que a gente sente quando chega nessa fase e... Vocês lembram quantos planos a gente faz antes, durante e depois da faculdade, por exemplo?
É como a Emma Morley de Um Dia, a gente acha que é quase invencível e que nada vai nos impedir de mudar o mundo, porque nós vamos ser diferentes dos outros...

Você era jovem, você era livre
E você se atreveu a acreditar que podia ser a garota
Que podia mudar o mundo

Mas como eu disse em outro post, a vida acontece e nem sempre as coisas saem como queremos ou planejamos. Não tem nada errado com isso, sério. Na verdade se fosse diferente ia ser mega chato, mas para pessoas que tem problemas com controle isso pode até causar "morte". Mas só um aviso para quem ainda acha que pode controlar a vida: Sinto muito te informar que não, ninguém tem o poder de fazer isso e viver plenamente.

Então sua vida sofreu uma reviravolta
E você caiu e se machucou
Mas você continua aquela garota

Sabe o que me enche de esperança? O que alguém me disse há quase 10 anos atrás: "Enquanto há vida, há propósito". Definitivamente minha vida não saiu do jeito que eu pensei e planejei, mas...

Às vezes a vida não acontece do jeito que você planejou
E todos nós temos dias que simplesmente não entendemos.
Procurar por significado nem sempre é fácil
Mas sua história não chegou ao fim, ainda está sendo contada
                                           Seu amanhecer vai chegar mais brilhante que ouro


16 de julho de 2013

Casos da Vida Real IV

A querida e única repórter dessa humilde redação trouxe à nossa atenção um caso de atentado à sua identidade.
"Sempre começa quando eles perguntam meu nome", ela nos informou com lágrimas nos olhos. "Tudo piora se eu tento soletrar letra por letra. Não aguento mais isso! No ínicio eu sempre corrigia, mas depois de um tempo, deixei que me chamassem como eles entendiam."

De acordo com nossa investigação minunciosa, há alguns meses atrás nossa repórter precisou ser internada em uma clínica de recuperação para pessoas com crise de identidade. O tratamento foi rigoroso.
"Cheguei ao ponto de não conseguir lembrar qual era meu nome verdadeiro. Tive vários problemas legais porque eu hesitava ao assinar documentos e cheques sem fundos, o que fez com que as autoridades desconfiassem da minha autenticidade."

O estopim aconteceu quando nossa repórter foi encontrada vagando pelas ruas da cidade, repetindo: "Meu nome não é Aileen, nem Eileen, muito menos Helena. Meu nome não é Aileen, nem Eileen, muito menos Helena."
De acordo com o psiquiatra responsável pelo tratamento da mesma, essa síndrome é mais comum do que se imagina. "Os primeiros sintomas são sempre sutis. O nosso conselho é que ao detectar a possibilidade de um ataque, o paciente não entre em pânico, ligue para a emergência e permaneça em um local fresco e arejado até a chegada dos primeiros socorros."

Nossa repórter nos informou que já contactou sua advogada para processar a ONG que representa a Associação Gringos Têm o Direito de Pronunciar Seu Nome Errado.
"Se todos processassem as pessoas que não pronunciam seu nome corretamente, todos os dias seriam milhares de casos na justiça."
A representate da Associação se pronunciou com a seguinte nota: "Sempre aconselhamos as pessoas que sucumbem à essa síndrome que procurem uma alternativa, como um apelido, por exemplo, ou o uso de seu sobrenome."

Nossa repórter afirmou que esta técnica foi utilizada, mas que seus problemas se multiplicaram.
"Quando eu usava meu sobrenome Gomes /Gomis/, as pessoas entendiam Gomez /GomÊZ/, então até que eu conseguisse explicar que a origem do meu sobrenome era portuguesa e não espanhola, a fila da lanchonete já estaria dobrando o quarteirão."

Até o fechamento desta edição, as duas partes envolvidas no caso ainda não tinham chegado a um acordo. Mas qualquer que seja a decisão do Tribunal Superior de Causas Nominais Internacionais, esperamos que nossa repórter responda bem ao tratamento médico. Força! Torcemos por você! E sabemos que você não é Aileen, nem Eileen, muito menos Helena!


NOTA DE ESCLARECIMENTO:
Venho através desta apresentar meu pedido formal de desculpas a todos que, de uma forma ou de outra, no passado, no presente e até no futuro, eu tenha pronunciado seu nome erroneamente. Perdoe-me e espero não ter causado danos irreparáveis à sua saúde mental e à sua identidade.
Sinceramente,
Meu nome não é Aileen, nem Eileen, muito menos Helena.

1 de julho de 2013

Wishing on Willows, de Katie Ganshert

Quem nunca esperou (ansiosamente) pela continuação de um livro ou filme? Ou pelo menos desejou que aquele livro favorito tivesse uma continuação? Nos apegamos à personagens que existem apenas nas páginas e imaginamos que são de carne e osso como nós. E por favor, continue contando a história deles.
Por isso depois de ler Wildflowers of Winter e saber que a autora estava escrevendo uma continuação, eu esperei. Esperei sem ansiedade porque minha lista de leituras nunca tem menos de 10 livros mesmo.
Até que chegou o dia em que Wishing on Willows chegou e pude acompanhar aqueles personagens novamente, quatro anos depois de onde o primeiro livro terminou. 
E sim, tem planta no meio de novo. Enquanto no outro livro eram as flores do campo, neste são os salgueiros (willows), na verdade um salgueiro específico que fica perto de um lago. Robin, a protagonista da vez, tem uma relação especial com esse salgueiro porque embaixo dele é para onde ela vai quando precisa pensar, chorar, etc (Alguém pensou em Meu pé de laranja lima?) 

Robin se divide entre seu filho e seu café, mas a dor da perda ainda a envolve como um cobertor grosso e grande, às vezes é difícil sair de debaixo dele. Porém, para muitas pessoas, já está passando da hora pra Robin reconstruir sua vida ao lado de um outro homem. Ah, as boas intenções das pessoas, elas sempre sabem o que é melhor pra você mais do que você mesmo.                                              
Se eu fosse viúva, tivesse um filho pequeno e um café que está quase no vermelho, a última coisa na minha lista de prioridades seria arrumar um namorado, mas aparentemente muita gente não pensa assim.
Ian é o outro protagonista que vem de uma família tradicional, filho do empresário que ganhou a licitação pra construir condomínios na cidade. Meninas, ele tem descendência italiana e sabe cozinhar! Um homem bonito que sabe cozinhar! Tinha que ser num livro mesmo!
Dessa vez o ponto de vista é dividido entre Robin e Ian, com uma pequena participação de Amanda (cunhada da Robin) cujo namorado foi embora pra África, aparentemente sem nem perguntar se ela queria ir junto. Amanda é aquela amiga extrovertida que te coloca em muitas situações constrangedoras só porque quer te ajudar.

O ponto dramático no livro gira em torno das construções na cidadezinha que afetam Robin e seu café diretamente. Como ela pode abrir mão do sonho que fez com que ela tivesse vontade de viver novamente? Ela deve vender seu café só porque ele está no vermelho e reconstruir em outro local ou ela deve continuar lutando por aquilo que é dela? Até que ponto uma cidade pode ir com o objetivo de melhorar seu turismo, comércio e qualidade de vida para os habitantes?



Título: Wishing on Willows*
Autora: Katie Ganshert
Editora: Multnomah
Ano: 2013
Páginas: 320
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Does a second chance at life and love always involve surrender? A three-year old son, a struggling café, and fading memories are all Robin Price has left of her late husband. As the proud owner of Willow Tree Café in small town Peaks, Iowa, she pours her heart into every muffin she bakes and espresso she pulls, thankful for the sense of purpose and community the work provides. So when developer Ian McKay shows up in Peaks with plans to build condos where her café and a vital town ministry are located, she isn’t about to let go without a fight. As stubborn as he is handsome, Ian won’t give up easily. His family’s business depends on his success in Peaks. But as Ian pushes to seal the deal, he wonders if he has met his match. Robin’s gracious spirit threatens to undo his resolve, especially when he discovers the beautiful widow harbors a grief that resonates with his own. With polarized opinions forming all over town, business becomes unavoidably personal and Robin and Ian must decide whether to cling to the familiar or surrender their plans to the God of Second Chances.




*Recebi esse livro gratuitamente do WaterBrook Multnomah Publishing Group para essa resenha.